Carros

Prova de clássicos com menos participantes

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João Cordeiro   Regional   10 de Set de 2008, 20:13

Os elevados custos que o transporte de viaturas até à Região acarreta e o próprio preço da inscrição, são apontados como principais razões para a fraca adesão à sexta edição da Volta à Ilha de São Miguel em Clássicos.
Com uma participação “francamente abaixo da que se verificou no ano passado”, segundo Carlos Decq Mota, do ANIMA, uma das entidades organizadoras, a iniciativa conta com apenas doze viaturas inscritas, de proprietários de São Miguel e do continente, situação que, quer a organização, quer os participantes, atribuem à actual crise económica que se faz sentir a nível mundial. Com o objectivo de reunir “ velhas máquinas que de uma maneira ou de outra fizeram história no automobilismo”, como Minis, Mercedes, ou Volkswagens, o evento, para além da componente competitiva tem também “uma forte componente turística e social”, explica Carlos Decq Mota.
A novidade este ano é a inclusão da ilha de Santa Maria no percurso, que teve como objectivo o fortalecimento da componente turística e a promoção dos Açores como um destino comum, uma vez que a prova foi divulgada em revistas da especialidade a nível nacional e internacional.
O percurso, elaborado de forma a contemplar os principais pontos turísticos de São Miguel, levou ontem os participantes às Sete Cidades e Capelas, estando prevista para hoje uma visita à Fábrica de Tabaco Estrela antes da partida da caravana para o concelho do Nordeste, com passagens pela Povoação, Salto do Cavalo, Pico do Ferro e Vila Franca do Campo.
O passeio de sexta-feira vai levar os participantes até às Furnas e à Lagoa do Fogo, que depois, ao fim do dia, vão embarcar com as suas viaturas rumo a Santa Maria, onde no dia seguinte vão visitar a baía de São Lourenço.
Domingo, já com os participantes de novo em São Miguel, haverá um jantar de entrega de prémios.
À semelhança das edições anteriores, as partidas e chegadas do evento vão ter lugar, diariamente, no Largo da Matriz de Ponta Delgada, para que o público tenha oportunidade de apreciar os carros participantes.
A avaliação da vertente competitiva é feita através de uma prova de regularidade, na qual é atribuído aos participantes um tempo médio para a conclusão dos percursos. No entanto o membro da organização realça a forma de competir muito “british”, com paragens longas e muito convívio à mistura.
De facto, Valter Rosa, que participa com um Mercedes 190 DC, de 1962, destaca o convívio como o principal ingrediente da iniciativa, uma vez que esta é uma oportunidade que tem, todos os anos, de rever alguns amigos do continente que partilham a paixão pelos clássicos.
O piloto micaelense lamenta a fraca adesão que a prova registou este ano e lembra as dificuldades financeiras que a manutenção de um carro com esta idade acarreta, realçando as despesas com o combustível.
Apaixonado por viaturas clássicas há 40 anos e proprietário de um Mercedes  de 1976, Martins do Vale, que participou em todas as edições do evento, salienta “o entusiasmo que a prova suscita no público, sobretudo nas zonas rurais”, onde as pessoas “manifestam alegria e carinho pelos participantes”, como o factor mais apelativo e interessante dos passeios.
O evento é da responsabilidade do Clube Português de Automóveis Antigos e conta com os apoios do Grupo Desportivo Comercial, da Câmara Municipal de Ponta Delgada e do ANIMA.

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