Açoriano Oriental
Livre/Congresso
Primeira reunião magna desde a eleição de Joacine Katar Moreira

O IX Congresso do Livre marcado para sábado e domingo, em Lisboa, será o primeiro desde a eleição de Joacine Katar Moreira e do clima de tensão instalado entre a estrutura partidária e a representação parlamentar.

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Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

O IX Congresso do Livre, a realizar-se no próximo fim-de-semana, no Centro Cívico Edmundo Pedro, em Alvalade, Lisboa, elegerá os órgãos internos nacionais do Livre para o mandato do biénio 2020-2022, de cujas listas a deputada única não consta.

Os membros do Livre irão eleger os três órgãos constituintes do partido - o Grupo de Contacto (Direção), o Conselho de Jurisdição e a Assembleia, órgão máximo entre congressos.

Joacine Katar Moreira, deputada única do Livre na Assembleia da República, e ainda membro do Grupo de Contacto cessante, não integra nenhuma das listas aos órgãos internos do partido, nem apresentou candidatura individual à Assembleia. De saída está também Rafael Esteves Martins, membro da direção e do Conselho de Jurisdição cessantes e assessor da deputada.

Até à data, nenhum membro da direção atual do Livre, nem a assessoria da deputada deram qualquer justificação.

O Congresso discutirá e votará moções, entre moções específicas e uma moção de estratégia, apresenta pela lista candidata ao Grupo de Contacto.

Será votada uma moção específica intitulada “Recuperar o Livre, resgatar a política”, que pede a Joacine Katar Moreira para renunciar ao mandato e, caso tal não aconteça, que lhe seja retirada confiança política

A votos irão também um conjunto de 18 moções específicas, entre as quais a moção assinada por Rui Tavares, membro fundador do partido, denominada de "Novo Pacto Verde: um desafio do Livre para Portugal, a Europa e o planeta".

Tanto para o Grupo de Contacto (órgão executivo) como para o Conselho de Jurisdição, foram apresentadas listas únicas. A lista 'A', candidata ao órgão executivo, é constituída por alguns membros da direção cessante bem como por novos membros, apresentando-se como um misto de "experiência e renovação".

"Por um lado, apresentamos a experiência de quem nos últimos quatro anos garantiu a existência e o reforço do LIVRE. Além disso, propomos a renovação, com a entrada de membros que se juntaram ao partido e que já puderam dar o seu contributo durante os últimos anos. Além destas características, a equipa é também um reflexo do aumento da representatividade geográfica do partido, que acrescenta novas sensibilidades e preocupações", justificam, na moção de estratégia.

A lista candidata propõe-se a melhorar a comunicação interna e externa do partido e pretende "assegurar uma participação política sólida na sociedade e o crescimento do LIVRE como o partido da esquerda verde progressista na construção de um futuro sustentável e justo", escrevem.

Para a Assembleia do partido, as candidaturas são de carácter individual, tendo sido recebidas 67, entre as quais a de Rui Tavares, membro fundador do partido, que não se candidata ao Grupo de Contacto.

No final do mês de novembro, na sequência da abstenção de Joacine Katar Moreira num voto no parlamento sobre a Palestina, gerou-se um conflito e troca de acusações entre o Grupo de Contacto, a deputada e o seu gabinete, que chegou mesmo a obrigar a Comissão de Ética e Arbitragem a elaborar um parecer sobre esta polémica.

Na sequência desse parecer, o partido decidiu não aplicar qualquer sanção disciplinar à sua deputada única devido a esta polémica, mas lamentou as declarações públicas de Joacine Katar Moreira.


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