“Esta declaração surpreende-me e inquieta-me, ainda mais porque foi o próprio Presidente que negociou o tratado”, declarou Komorowski, um dos líderes do partido liberal Plataforma Cívica do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.
Em declarações ao jornal polaco Dziennik, publicadas hoje, o Presidente conservador polaco afirmou que “por agora, a questão do tratado não tem objectivo”.
O parlamento polaco ratificou em Abril o Tratado de Lisboa, destinado a reformar o funcionamento das instituições europeias, faltando ser promulgado por Lech Kaczynski.
De acordo com Komorowski, a «Polónia tinha a ambição de estar no primeiro grupo de países» a ratificar o Tratado de Lisboa.
«A Dieta e o Senado (câmara alta) fizeram o seu trabalho e em condições difíceis. Agora, só falta a assinatura do Presidente (polaco)», declarou à estação de televisão privada TVN24.
«Espero que seja uma alteração temporária de humor (...) e que tudo termine bem com um compromisso do Presidente polaco na conclusão do processo de ratificação, na Polónia e na Europa, uma vez que a integração é do interesse da Polónia», acrescentou.
Para Komorowski o Presidente «deve assinar o tratado porque assim concordou com os outros dirigentes europeus».
«Temos alguns sinais de acordo com os quais o Presidente checo, Vaclav Klaus, está a mudar de opinião e que a Irlanda quer continuar o processo. Se for este o caso, a Polónia será, talvez, o único país a dizer, novamente, 'não' pela boca do seu Presidente ao tratado que ele próprio negociou», sublinhou Komorowski.
A recusa de Lech Kaczynski é um duro golpe para os esforços do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que via o problema da ratificação do tratado limitado à Irlanda, durante a presidência francesa da União Europeia, a começar hoje.
«Não é difícil dizer como isto acabará. Em contrapartida, a afirmação segundo a qual não há União sem tratado não é séria», afirmou o chefe de Estado polaco.
Presidente polaco não promulga Tratado de Lisboa
O presidente da câmara baixa do parlamento polaco (Dieta), Bronislaw Komorowski, afirmou que ficou “surpreendido” e “inquieto” com as declarações do chefe de Estado, Lech Kaczynski, de não promulgar o Tratado de Lisboa.
Autor: Lusa/AO online
