Presidente de Cabo Verde defende maior aproximação à Europa


 

Lusa/AO   Internacional   15 de Nov de 2007, 07:44

O Presidente da República de Cabo Verde, Pedro Pires, defende que o país se deve aproximar cada vez mais da União Europeia (UE) e conseguir da Europa mais solidariedade, "num espírito de entreajuda".
"Eu acredito que devemos fazer um trabalho de aproximação com a Europa e a partir daí também conseguir da parte dela maior solidariedade e mais recursos, para consolidarmos os passos que já demos no caminho do desenvolvimento", afirmou.

    Pedro Pires falava à Agência Lusa a propósito da visita que realiza na próxima semana a Itália, durante a qual se reunirá com o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi.

    Questionado pela Lusa sobre se irá aproveitar a visita para discutir a questão da parceria especial Cabo Verde/UE, Pedro Pires afirmou que não será o melhor local para falar sobre essa parceria especial.

    Ainda assim, o Chefe de Estado cabo-verdiano admitiu que este poderá ser um dos assuntos do encontro que manterá com o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi.

    Com alguma reserva em falar sobre o tema, Pedro Pires adiantou que Cabo Verde deve procurar cada vez mais aproximar-se da UE.

    Nos sete dias em que permanecerá em Itália, o Presidente vai saber como estão a funcionar as embaixadas e consulados cabo-verdianos, passando pelo Consulado Honorário de Cabo Verde em Turim e em Nápoles.

    Estão previstos também encontros com membros da comunidade cabo-verdiana.

    A visita inicia-se na próxima segunda-feira e realiza-se a convite da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO.

    O chefe de Estado irá encontrar-se com o grupo africano da FAO e com o da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e participa num evento especial sobre Florestas e Energia.

    Sobre este evento, Pedro Pires explicou que no momento em que o petróleo atinge quase cem dólares por barril e o mundo enfrenta problemas de aquecimento global, é necessário pensar em alternativas.

    "Hoje, quando o petróleo está a quase cem dólares o barril e quando temos problemas sérios de aquecimento do planeta e de alteração do clima, é tempo de discutirmos e de toda a gente participar neste debate, no sentido de travar o processo de degradação do clima e da natureza e ver as formas de preservar essa natureza, para que o futuro esteja garantido", afirmou.

    Um encontro com a directora executiva do Programa Alimentar Mundial, Josette Sheerham e com o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Lennard Boge, constam também da agenda do Presidente.

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