Numa missiva enviada pelo presidente do parlamento dos Açores, Luís Garcia, ao chefe de Estado, é sublinhado o “significado desta efeméride para a região e para o país”, destacando-se o “percurso de afirmação política, social e institucional da região no quadro constitucional português”.
Citado em nota de imprensa, Luís Garcia refere que a celebração dos 50 anos da autonomia constitui “um momento de particular significado para os Açores e para Portugal”, assinalando cinco décadas de desenvolvimento e de consolidação do projeto.
O social-democrata sublinha a “importância do momento para a afirmação da autonomia e para o reforço do relacionamento institucional entre os órgãos de soberania e os órgãos de governo próprio da região”.
Os Açores vão comemorar ao longo deste ano os 50 anos da autonomia constitucional com atividades a realizar nas nove ilhas, que pretendem promover uma reflexão sobre o percurso realizado e projetar o futuro.
As comemorações, segundo a organização, pretendem "valorizar meio século de autonomia constitucional, promover uma reflexão aprofundada sobre o percurso realizado e projetar o futuro deste pilar estruturante da identidade e da organização política dos Açores".
O programa comemorativo estende-se ao longo de 2026, com atividades distribuídas pelas várias ilhas, incluindo conferências, sessões solenes, exposições, lançamentos editoriais, encontros intergeracionais, concertos e iniciativas evocativas da evolução histórica e política do projeto autonómico açoriano.
Das várias atividades já planeadas destacam-se uma sessão com os constituintes dos Açores Mota Amaral, Jaime Gama e Américo Natalino Viveiros (no dia 10 de abril, em Ponta Delgada) e a sessão solene comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores (a 25 de maio, em Ponta Delgada).
Em fevereiro, começou a iniciativa "Diálogos Intergeracionais -- Autonomia, Memória e Futuro", que decorre em todas as ilhas do arquipélago.
