“Estamos numa fase de consensos. O que se defende é que haja um envelope dinâmico e adaptado às especificidades da região. Se isso passará por uma majoração ou não, acho que ainda estamos numa fase embrionária do projeto”, afirmou a presidente do Conselho Nacional do PPM.
Sandra Alemão falava na sede da Presidência do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), em Ponta Delgada, onde o líder do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro, está a receber os partidos a propósito do PTRR.
A dirigente monárquica reconheceu que a prioridade do PTRR deve ser a “recuperação dos territórios do continente” atingidos pelas catástrofes naturais, mas defendeu que os Açores “não deverão ficar excluídos do pilar da recuperação”.
“A Região Autónoma dos Açores é assolada diversas vezes por catástrofes naturais, resultantes inclusive das alterações climatéricas e que, por esse motivo, entende o PPM, não devemos ficar excluídos do pilar da recuperação”, reforçou.
Sandra Alemão destacou a importância do PTRR para “abranger apoios que neste momento não são abrangidos por apoios comunitários”, dando o exemplo de incentivos nas áreas das “acessibilidades e melhoria das linhas de água”.
“O que o PPM transmitiu ao senhor presidente do Governo [Regional] é que concordamos com este instrumento. Os Açores têm de estar obviamente incluídos neste projeto […]. Não se deve excluir os Açores”.
O primeiro-ministro anunciou a 12 de fevereiro a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo que assolou Portugal continental entre o final de janeiro e fevereiro, e atuar nas infraestruturas mais críticas.
