Açoriano Oriental
PPM/Açores acusa PS de impedir audição, socialistas falam em "delírio"

O PPM/Açores acusou o PS de “esconder” ligações entre o Governo Regional e a Provise ao impedir que os seus responsáveis sejam ouvidos no parlamento, o que os socialistas consideram “um delírio” pois a empresa foi ouvida recentemente.

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Foto: Marco Pimentel/AO
Autor: Lusa/AO Online

Em nota de imprensa enviada às redações, o deputado único do PPM no parlamento açoriano, Paulo Estêvão, considera que “o bloqueio do PS à audição parlamentar dos representantes da Provise e das outras empresas de segurança privada tem como objetivo esconder as evidentes ligações que existem entre estas empresas e o poder governamental socialista na região”, uma acusação que o deputado socialista João Vasco Costa classificou como “mais um delírio” do PPM.

O socialista lembra que foi ouvido, há duas semanas, um representante da empresa na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT) e, como tal, não tem “qualquer cabimento estar a repetir diligências apenas e só porque o deputado Paulo Estêvão não esteve presente”.

No âmbito de um projeto de resolução entregue em 09 de setembro, em que é solicitada a audição dos responsáveis da empresa na Comissão de Política Geral, o PPM “desafia o presidente do Governo Regional, na qualidade de presidente do PS/Açores, a levantar o veto à audição no parlamento dos Açores dos responsáveis de Provise e das restantes empresas de segurança privada que exercem funções na região”.

O diretor-geral da empresa, Carlos Oliveira, garante que está disponível para ser ouvido, mas considera “extemporâneo”, já que a empresa foi ouvida recentemente e têm ainda “pouco tempo de administração”, acrescentando que solicitou uma audiência com o presidente do Governo Regional, pelo que não considera “sensato ser ouvido antes disso”.

Carlos Oliveira e Alice Domingos, presidente do conselho de administração, tomaram posse esta segunda-feira, assumindo agora a administração da empresa.

Em declarações à Lusa, o diretor-geral esclareceu que “não há pessoas com meses de ordenados em atraso – há é uma cronologia de atraso no pagamento das suas retribuições”.

“A Provise acaba por pagar sempre, não paga é nos dias certos, paga tarde”, mas adiantou que, desde segunda-feira, já foram pagos mais de 50% dos salários em atraso.

“A Provise, corrigindo uma série destes vetores de gestão, está pronta a receber uma injeção de capital”, afirmou Carlos Oliveira, estimando que o processo dure até quatro meses.

Fundada em novembro de 1994, na ilha de São Miguel, a Provise é a maior empresa de vigilância dos Açores e entre os seus vários clientes estão três empresas públicas: a transportadora aérea SATA, a Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA) e a Norma-Açores.


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