O MEO Monte Verde regressa à Ribeira Grande a 6, 7 e 8 de agosto não só com o cartaz mais “pesado” em termos de financiamento, mas também o mais completo e ambicioso até à data.
Quanto à organização da décima segunda edição do festival, o promotor do evento, Jacinto Franco, revela que “é um grande orgulho termos conseguido reunir este leque que, sem sombra de dúvidas, vai agradar todo o público, de todas as idades e de todos os gostos musicais”.
Na conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, o promotor não se coíbe ao admitir que é “ difícil atrair artistas internacionais em agosto devido à concorrência com os maiores festivais europeus e à falta de ligações diretas para os Açores”, o que exige propostas financeiras muitas vezes superiores à realidade praticada em Portugal continental.
O cartaz da edição de 2026 do MEO Monte Verde, foi anunciado com James, referência incontornável do rock alternativo europeu, como cabeça de cartaz do primeiro dia precedidos por e Lon3r Johny, figura de destaque da nova vaga do hip-hop nacional; Stiff Bizkit, Vizinhos, André N B2B Souza e Good in Da’Hood.
Já no segundo dia do festival, o público açoriano vai poder assistir aos concertos de MC Cabelinho, Nininho Vaz Maia, Trym, Xutos e Pontapés, D1scofever B2B Mike Tech, Macow & Gonga, Romeu Bairos, Sandro G2 e We Sea.
A 8 de agosto, último dia do festival, sobem ao palco os norte-irlandeses, Two Door Cinema Club, conhecidos por hinos como “What You Know” e “I Can Talk”.
Neste dia atuam, também, nomes como os Calema, MC Paiva, Choppers, Espama Trincana, Hilow B2B Tojó, Junkbreed, Manolo, Passos Pesados e Rafa.
Para o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, o MEO Monte Verde “é, possivelmente, o maior evento cultural e musical da região autónoma dos Açores”, tendo projeção nacional e um caráter intergeracional.
Jaime Vieira salienta ainda que a autarquia, ao patrocinar eventos como o MEO Monte Verde possibilita aos açorianos ver espetáculos que se fossem noutros eventos nacionais “custariam 100, 120 ou 150 euros”.
“É uma forma de garantir que os ribeiragrandenses possam ter o mesmo acesso e a mesma qualidade de vida em termos culturais e musicais do restante país”, frisa o presidente da Câmara da Ribeira Grande.
A MEO, representada pelo diretor comercial, Luís Cabral anunciou, que na edição deste ano do festival, haverá à semelhança do ano passado, atenção redobrada aos participantes com mobilidade reduzida. “Vamos melhorar a nossa plataforma elevada para permitir que as pessoas com mobilidade reduzida possam ter acesso”, e não só possam assistir aos concertos, mas também os possam “experienciar”.
“No final do dia isto é uma experiência, portanto, queremos que as pessoas tenham essa capacidade de experienciar ainda mais o festival”, adiantando que à semelhança do ano passado vai haver “em algumas atuações um intérprete de linguagem gestual”, afirmou o diretor comercial da MEO, parceira do evento.
