O tema principal da cimeira é a segurança climática e Portugal e Espanha vão “procurar reforçar a cooperação na adaptação às alterações climáticas e na competitividade das duas economias”, segundo fontes dos dois executivos.
Está prevista a assinatura de cerca de uma dezena de instrumentos bilaterais, em áreas como ambiente, proteção civil, saúde, cibersegurança, inclusão social e proteção dos consumidores.
Em particular, o memorando de entendimento entre Portugal e Espanha em matéria de proteção civil e emergências tem como objetivo desenvolver eixos de cooperação na avaliação de riscos transfronteiriços e planeamento de emergência, bem como a articulação entre as Plataformas Nacionais para a Redução do Risco de Catástrofes.
A par da declaração final conjunta dos dois Governos que habitualmente sai das cimeiras luso-espanholas, haverá este ano uma declaração conjunta dos dois ministérios do ambiente dedicada à "luta contra as alterações climáticas" e que, segundo o executivo de Espanha, se pretende que seja "o elemento estrela" deste encontro.
Esta cimeira acontece após meses de grandes incêndios e tempestades na Península Ibérica.
Portugal e Espanha levam à 36.ª cimeira de Huelva, além dos dois chefes de Governo, Luís Montenegro e Pedro Sánchez, 18 ministros, sete portugueses e 11 espanhóis.
Do lado português, vão participar o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, o novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, e a ministra do Ambiente e Energia, Maria de Graça Carvalho.
A delegação espanhola integra a ministra das Finanças, María Jesús Montero, a ministra do Trabalho e Economia Social, Yolanda Díaz, a ministra para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico, Sara Aagesen, o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, o ministra da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, o ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, o ministro da Economia, Carlos Cuerpo, a ministra da Saúde, Mónica García, o ministro dos Direitos Sociais e Consumo, Pablo Bustinduy, a ministra da Inclusão, Segurança Social e Migrações, Elma Saiz, e o ministro para a Transformação Digital e Função Pública, Óscar López.
A cimeira decorre no Mosteiro de Santa Maria de La Rábida e na Universidade Internacional da Andaluzia, em Huelva, no sul de Espanha.
O mosteiro está historicamente associado à primeira viagem de Cristóvão Colombo até ao continente americano, em 1492, por ter sido aqui que se recolheu e rezou antes de sair, de Palos de la Frontera (igualmente em Huelva), para cruzar o atlântico.
Sánchez receberá Montenegro com honras militares às 11:00 locais (10:00 em Lisboa) e seguir-se-á um minuto de silêncio em memória das vítimas do acidente ferroviário em Espanha de 18 de janeiro, em que morreram 46 pessoas, a maioria das quais residentes em Huelva.
Após a apresentação e saudações das duas comitivas, será feita a "fotografia de família" da cimeira e, em seguida, os dois chefes de Governo assinam o livro de honra do Mosteiro de Santa María de la Rábida.
Seguem-se os encontros bilaterais e, no final, uma cerimónia de assinatura dos acordos da cimeira e a conferência de imprensa conjunta de Montenegro e Sánchez, ainda antes da sessão plenária, em que estarão os dois primeiros-ministros e os 18 ministros das duas delegações.
A última cimeira luso-espanhola realizou-se em 23 de outubro de 2024, em Faro, e teve como tema central “Água, um bem comum”, tendo sido assinados onze acordos.
