Portugal à procura de investimentos no mercado russo


 

Lusa/AO Online   Economia   2 de Dez de 2008, 11:08

Portugal veio à Rússia apresentar a sua imagem de economia moderna e pronto a trabalhar em conjunto nos dois países e em mercados terceiros, declarou hoje à Lusa Basílio Horta, presidente da Agência Portuguesa de Investimentos (API).
 Basílio Horta esteve na capital russa para estabelecer contactos com empresas e instituições russas interessadas em investir em Portugal, bem como em participar em projectos conjuntos em terceiros países.

    “Encontrámo-nos com Serguei Choigu, ministro de Estado que irá presidir à comissão russo-lusa de cooperação. Tratou-se de um encontro muito útil para nós e penso que para ele. Tivemos oportunidade de falar da nova economia portuguesa e consideramos que a reunião bilateral, a realizar na Primavera, será um marco no desenvolvimento das relações entre os dois países”, acrescentou o responsável da API.

    “Contactámos com grandes grupos económicos russos com quem Portugal poderá desenvolver sinergias em campos como a energia, a construção civil, o turismo e a aeronáutica. Reunimo-nos com instituições como a poderosa União dos Industriais Russos, a Câmara do Comércio da Rússia e o vice-ministro da Economia”, continuou.

    Basílio Horta sublinhou os resultados concretos desses contactos: “Representantes de dois grandes grupos económicos russos irão visitar Portugal para se encontrarem com potenciais parceiros interessados em trabalhar em áreas como a construção civil, materiais de construção, turismo”.

    “Um dos nossos objectivos é juntar sinergias das empresas dos dois países em zonas como o Magrebe, o Golfo Pérsico, Mongólia, Angola e Brasil”, precisou.

    Segundo Basílio Horta, os dois grupos económicos russos são o Borodino, empresa que se encontra entre as maiores 40 companhias russas e que tem interesses na construção civil e industrial, bem como a National Reserve Corporation, que reúne mais de cem empresas em áreas tão diversas como banca, aviação, energia eléctrica.

    “Até agora as nossas relações foram modestas, mas queremos mudar esse paradigma. Viemos mostrar que já não fabricamos produtos tradicionais, mas de tradição portuguesa: o têxtil é industrial, o vestuário é moda, o calçado é design e a cortiça é inovação tecnológica. Portugal está na vanguarda das energias renováveis”, frisou.

    O presidente da API não escondeu que a crise económica e financeira mundial poderá provocar abrandamento e até retracção nos contactos, mas defende que se deve, agora, preparar as coisas por forma a que, quando a crise abrandar, se esteja na primeira linha do arranque”.


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