Eleições directas do PSD

Porta-voz de Menezes acusa Marques Mendes e Guilherme Silva de favorecerem candidatura do líder


 

Lusa/AO   Nacional   25 de Set de 2007, 08:10

A candidatura de Luís Filipe Menezes acusou hoje Marques Mendes e Guilherme Silva de alterarem as regras “para se favorecerem” nas directas do PSD, depois de ter sido permitido o "pagamento excepcional" de quotas aos militantes dos Açores.
O Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD decidiu segunda-feira autorizar "excepcionalmente" aos militantes dos Açores o pagamento de quotas em atraso até ao dia das directas, sexta-feira, de modo a poderem votar na escolha do próximo líder social-democrata, disputada por Luís Filipe Menezes e Luís Marques Mendes.

    Em declarações à Lusa, Ribau Esteves, porta-voz da candidatura do autarca de Gaia, considerou ainda que o CJN não tem competência para alterar as regras que foram aprovadas pelo Conselho Nacional do PSD para as eleições directas e anunciou para hoje uma decisão sobre o futuro da candidatura.

    Ribau Esteves acusou Marques Mendes e Guilherme Silva, que preside ao CJN, de mudarem as regras que eles próprios aprovaram "para se favorecerem" e prejudicarem "deliberadamente" a candidatura de Menezes.

    “Marques Mendes e Guilherme Silva têm a gravíssima responsabilidade de gerir um processo vergonhoso, sem qualquer tipo de seriedade e legalidade”, comentou.

    "O PSD vive o mais negro momento da sua história, assistimos a uma grave vergonha e um forte ataque à idoneidade, seriedade e credibilidade que sempre caracterizou a história do partido", acrescentou.

    Ribau Esteves disse ainda à Lusa que, perante isto, a candidatura de Luis Filipe Meneses irá hoje "reflectir" sobre os mais recentes acontecimentos e que uma decisão sobre o futuro da candidatura será anunciada "ao partido e ao país" ao fim do dia.

    Sobre as possibilidades em cima da mesa, Ribau Esteves reafirmou que a candidatura está disposta "a ir até às últimas consequências jurídicas e políticas", sem especificar.

    O Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD decidiu durante uma reunião realizada segunda-feira permitir excepcionalmente o pagamento de quotas em atraso a cerca de oito mil militantes do partido nos Açores, tendo excluído 1.442 militantes dos cadernos eleitorais por "pagamentos irregulares" ou "pagamentos em massa".

    A decisão do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), presidido pelo deputado Guilherme Silva, contraria as normas nacionais do partido, que determinam que apenas os militantes com quotas actualizadas podem votar nas eleições internas, que se realizam sexta-feira.

    Segundo Guilherme Silva, esta situação de excepção decorre dos próprios estatutos regionais do PSD-Açores, "que não exigem que os militantes tenham as quotas em dia para exercer o direito de voto".
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