Play Racing quer renovar o título de Pedro Câmara em 2027

Mário Fortuna Presidente do conselho de administração da FTM





A Play Racing regressou ao Campeonato dos Açores de Ralis (CAR) após três anos de ausência e fê-lo da melhor forma, alcançando o título de campeão dos Açores na categoria das 2 Rodas Motrizes (2RM).

Pedro Câmara, o mais jovem campeão regional e o mais jovem de sempre ao serviço da FTM, construiu a conquista rali a rali, sereno e focado, com regularidade e inteligência, caracterizou Mário Fortuna, presidente do conselho de administração da FTM, o título alcançado pelo jovem piloto micaelense de 19 anos.

A estrutura da Play Racing já projeta, entretanto, a temporada de 2027 e, vinca Mário Fortuna,  quer manter o piloto como cara do projeto, afastando no imediato o salto para uma viatura Rally2. O mais importante, diz, é ganhar experiência e consolidar o que foi construído em 2026.

Depois de três anos de ausência do CAR, o que motivou a decisão de voltar em 2026 e porque é que esta era a altura certa para a Play Racing regressar?
A Play Racing faz parte da história do automobilismo açoriano e nunca deixou de estar nos nossos planos. Regressámos quando encontrámos as condições certas: um projeto sólido, um piloto com talento e ambição, e a convicção de que podíamos voltar para competir a sério e não apenas para participar. 2026 reunia tudo isso.
A Play Racing  apostou num jovem piloto, Pedro Câmara, um valor emergente no panorama regional e nacional. O que o fez ser a escolha da Play Racing e que qualidades viram nele para “pilotar” este projeto?
O Pedro Câmara reúne velocidade, maturidade e capacidade de trabalho, qualidades raras num piloto tão jovem. Vimos nele não só resultados, mas também uma atitude: humildade para aprender e determinação para vencer. É exatamente o perfil que queremos associado a este projeto.

A Play Racing optou por competir na categoria das 2RM com o Pedro Câmara. Porquê esta opção e que objetivos traçaram à partida para a temporada que está prestes a finalizar?
Foi uma decisão pensada. As 2RM são a melhor escola de pilotagem e permitem construir uma carreira com bases sólidas.
O objetivo à partida era claro: lutar pelo título com consistência, sem queimar etapas. Cumprimos.

Quando se começou a desenhar a conquista do título de campeão dos Açores de 2 Rodas Motrizes, e que significado tem este resultado para a Play Racing, e a própria FTM, tendo em conta a ausência de três anos?
O título foi construído rali a rali, com regularidade e inteligência. A partir do momento que percebemos que o título estava ao nosso alcance, percebemos que o Pedro Câmara estava sereno e focado nesse objetivo. Tudo acabou por acontecer naturalmente.
Para a Play Racing e para a FTM, é um regresso em grande. O Pedro Câmara tornou-se o mais jovem campeão regional e o mais jovem campeão de sempre ao serviço da FTM, o que nos enche de orgulho e confirma que a aposta foi a certa.

Qual o valor que o desporto motorizado representa para a imagem e para a identidade da FTM e da marca Play Racing, e como avalia o retorno deste investimento?
O automobilismo representa valores que nos identificam: rigor, exigência técnica, trabalho de equipa e ligação aos Açores. Apoiar um jovem talento açoriano até ao título regional é um retorno que vai além dos números. É um contributo para o desporto da região de que nos orgulhamos.

Como é que vê o CAR, em termos de competitividade, mas também ao nível dos custos para as equipas, número de inscritos e interesse do público? O que gostaria de ver mudar?
É um campeonato competitivo, com pilotos de qualidade e um público fiel e entusiasta, que é um dos seus maiores ativos.
O grande desafio são os custos, sobretudo os associados à insularidade, que pesam nas equipas e limitam o número de inscritos.
Gostaria de ver mais medidas que facilitem a entrada de novos pilotos e equipas, porque um campeonato forte faz-se com mais concorrentes.

O projeto da Play Racing vai ter continuidade em 2027? Pedro Câmara continua a ser o piloto da equipa e o objetivo passa por defender o título?
Sim. Estamos já a projetar a época de 2027 e pretendemos que o Pedro Câmara continue a ser a cara deste projeto. Quem é campeão quer voltar a sê-lo, e é com essa ambição que vamos trabalhar.

A eventual evolução de uma viatura de 2RM para um Rally2 está em cima da mesa ou nem sequer é algo para pensar nesta altura? O que está a ser ponderado em termos de investimento e calendário, e o que mudaria isso – evoluir a viatura para um Rally2 - para a equipa e para o piloto?
Neste momento, avançar para um Rally2 é prematuro. O Pedro Câmara é muito jovem e ganhar experiência é fundamental.
Preferimos dar passos seguros e consolidar o que construímos. A evolução para Rally2 implicaria um salto significativo em investimento e em exigência para o piloto, e esse passo só fará sentido quando estiverem reunidas todas as condições. Quando chegar a altura certa, cá estaremos para analisar.

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