Os dados foram revelados ao Açoriano Oriental pelo representante do SEP no arquipélago, o enfermeiro Francisco Branco.
Entre os motivos para a greve constaram a contagem dos anos de trabalho (pontos) e o pagamento dos retroativos, a admissão de enfermeiros e a aplicação da atual legislação sobre organização do tempo de trabalho .
“A greve começou às 8h da manhã, apanhou dois turnos: da manhã tivemos adesão de 65%, não uniforme em todas as instituições. No turno da tarde, a adesão baixou para 57%”, explicou.
Segundo o sindicalista, a greve foi generalizada, com adesão de enfermeiros de todos os hospitais e unidades de saúde das nove ilhas, com impacto significativo ao nível das cirurgias e consultas programadas. “Os blocos operatórios funcionaram só para urgências, não foram feitas programadas. Até à hora, não ocorreu nenhuma situação de urgência que não fosse atendida”, assinalou Francisco Branco.
Apesar de esperar uma adesão superior, o sindicalista reconhece que há razões que levam os enfermeiros a não fazer greve, nomeadamente por convicção ou por razões económicas.
A nível nacional, a greve contou com uma adesão de 71,8% dos enfermeiros. “Há dezenas de blocos operatórios sem enfermeiros para as situações programadas, mas as situações de urgência garantimo-las todas”, disse aos jornalistas o presidente do SEP, José Carlos Martins, no Hospital S. José, em Lisboa.
