Empresários de Angra preocupados com eventual redução de voos interilhas nos Açores

A Câmara do Comércio e Indústria de Angra do Heroísmo (CCIAH) manifestou “profunda preocupação” com a eventual redução dos voos e passageiros interilhas e apelou à “coragem política” para “transformar os Açores num espaço económico competitivo”



Em comunicado, a associação empresarial alertou que a possível redução dos voos entre as ilhas açorianas representaria uma “contração muito significativa na economia” da região, já que a “mobilidade das populações é um dos indicadores mais fiáveis da atividade económica”.

A posição surge após o Governo Regional ter revelado, em resposta a um requerimento do Chega sobre o custo das obrigações de serviço público aéreo, que um estudo da empresa Fundo de Maneio prevê uma redução do número de voos e passageiros interilhas para 692 mil em 2027, 691 mil em 2028 e 688 mil em 2031.

Para a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, os números “não podem ser encarados com leviandade”, já que são “conclusões de grande gravidade que preocupam profundamente empresários e a população”.

A instituição representativa dos empresários questionou o Governo Regional sobre “medidas concretas” para contrariar a possível redução do número de passageiros e defendeu que a “região não pode esperar para agir”.

A CCIAH apelou à implementação de uma “visão estratégica, de médio e longo prazo, assente num método realista e não em respostas avulsas”, expressando disponibilidade para “colaborar ativamente na inversão deste difícil cenário”.

“A CCIAH acredita que só com disciplina, coragem política e visão empresarial será possível transformar os Açores num espaço económico competitivo, inovador e sustentável. É essa visão que a CCIAH continuará a colocar ao serviço da região”, lê-se na nota de imprensa.

Os empresários avisam também que a Tarifa Açores (que permite viagens interilhas para residentes a 60 euros) “claramente já não parece ser suficiente para alavancar a economia regional”.

Na resposta ao requerimento, o executivo dos Açores realçou que o preço base de 250 milhões de euros para a concessão dos serviços de transporte aéreo na região (2027-2031) “considerou o histórico dos dados relativos à procura nos últimos anos e as medidas públicas adotadas de promoção da mobilidade interna para os residentes, nomeadamente com a implementação da Tarifa Açores”.

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