Parlamento aprova audição da Anacom sobre serviço prestado pelos CTT

Parlamento aprova audição da Anacom sobre serviço prestado pelos CTT

 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Dez de 2018, 14:43

O parlamento aprovou, por unanimidade, uma audição ao presidente da Anacom, João Cadete de Matos, sobre o serviço postal universal prestado pela empresa CTT para um “ponto de situação global sobre o encerramento” de estações dos correios.

Em causa está um requerimento apresentado pelo BE na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, que contou com o aval de todos os partidos, segundo o presidente daquela estrutura, Hélder Amaral.

O presidente da comissão parlamentar de Economia acrescentou que a audição deverá acontecer “o mais depressa possível”, talvez ainda este mês.

No requerimento apresentado pelo BE, aquele partido critica o “encerramento sistemático de estações de correio que não são suscetíveis de serem agências do banco CTT e que se localizam em sedes de concelho”.

Por essa razão, “é urgente ouvir a entidade reguladora do setor [Autoridade Nacional de Comunicações – Anacom] para um ponto de situação global sobre o encerramento de muitas dezenas de estações dos CTT, sobretudo no interior do país, e também sobre a qualidade da prestação do serviço postal universal disponibilizado às populações”, vinca o partido no documento.

O BE salienta ainda que, “a pouco mais de dois anos do final do contrato de concessão [que termina em 31 de dezembro de 2020], a administração dos CTT desenvolve uma política de delapidação dos ativos patrimoniais, todos eles herdados dos antigos” correios, quando a empresa era pública.

No final do ano passado, os CTT apresentaram um Plano de Transformação Operacional que prevê a redução de trabalhadores, bem como a otimização da implantação de rede de lojas através da conversão de lojas em postos de correio ou do fecho de lojas com pouca procura por parte dos clientes.

Já em outubro deste ano, a empresa CTT garantiu ter mais formas de atendimento em todo o país do que em 2014, apesar do fecho de estações, enquanto a Anacom se mostrou “preocupada” com a situação.



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