Volta

Os favoritos

Principais figuras da Volta a Portugal em bicicleta, cuja 87.ª edição se disputa entre quarta-feira e 16 de agosto, num total de 1.430 quilómetros, do Porto a Lisboa



Artem Nych, Rus (Anicolor-Campicarn, Por): Aos 31 anos, o russo tenta igualar os feitos de Joaquim Agostinho, entre 1970 e 1972, e do espanhol David Blanco, entre 2008 e 2010, os únicos corredores a vencerem a prova em três anos consecutivos em 86 edições e quase 100 anos de história.

Terceiro classificado na prova de contrarrelógio dos Nacionais do seu país, em 2019, e campeão russo de fundo em 2021, Artem Nych ficou desempregado com o desaparecimento da Gazprom-RusVelo, devido à invasão da Ucrânia, e mudou-se para Portugal em 2023, para representar a estrutura da Anicolor, vencendo, logo, nesse ano, o Grande Prémio Beiras e Serras da Estrela.

Vencedor do Grande Prémio O Jogo em abril deste ano, o especialista em contrarrelógio que se defende bem na alta montanha depara-se, em 2026, com uma edição em que o ‘crono’ é transposto do último dia para meio da prova, o que pode influenciar a forma como se vai posicionar na corrida.

 Alexis Guérin, Fra (Anicolor-Campicarn, Por): Após um ano de estreia com vitórias no Troféu Joaquim Agostinho, no Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela e na Clássica Aldeias do Xisto e com o segundo lugar na Volta, a 1:15 minutos do vencedor, o francês, de 34 anos, prossegue na senda dos bons resultados em 2026 e mostra atributos para eventualmente superar o colega Nych na luta pela amarela.

Vencedor do Grande Prémio Anicolor pela segunda vez consecutiva, em maio, segundo classificado na Volta ao Alentejo, em março, e do Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela, em maio, e ainda terceiro no Grande Prémio O Jogo, o experiente ciclista parte para a 87.ª edição da Volta com a ambição de manter a consistência demonstrada neste ano.

Vice-campeão francês de contrarrelógio e terceiro no Crono das Nações (2013), em sub-23, Alexis Guérin venceu a classificação geral da Volta à Alta Áustria, em 2021, e uma etapa na Coppi e Bartali, em Itália, ao serviço da austríaca Vorarlberg e passou ainda pela belga Bingoal antes de rumar a solo luso, no ano transato.

Jesús David Peña, Col (Efapel, Por): Corredor de 26 anos vocacionado para a alta montanha, o colombiano foi quarto classificado da Volta de 2025, ao serviço da AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense, e encara a edição deste ano com a ambição do pódio, na Efapel, equipa que tenciona interromper o domínio da Anicolor em anos anteriores.

O trepador pode tirar partido do facto de o contrarrelógio, especialidade onde sente mais dificuldades, se percorrer a maio da prova, contando depois com o terreno acidentado e duro da segunda metade da prova para se afirmar, num ano em que já venceu o Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela.

Sétimo classificado na versão ‘jovem’ do Giro em 2019, Jesús David Peña integrou a Jayco AlUla, equipa do WorldTour, entre 2022 e 2024, tendo vencido uma etapa na Volta à Eslovénia e alcançado o terceiro lugar da geral na Volta à Áustria em 2023, antes de perder rendimento no ano seguinte e de se mudar para Portugal em 2025.

Tiago Antunes, Por (Efapel, Por): Aos 29 anos, o ciclista do Bombarral apresenta-se como o português teoricamente mais capacitado a terminar a Volta a Portugal de amarelo, até pela época que está a rubricar, com as vitórias na geral da Volta ao Alentejo, em março, e no Troféu Joaquim Agostinho, na região Oeste, em julho.

Atleta capaz de se exibir em bom plano nos contrarrelógios e na alta montanha, sem descurar a luta por vitórias em etapas de média montanha em edições anteriores da corrida portuguesa de verão, Tiago Antunes crê ter atingido a plena maturidade na temporada em curso, ao serviço de uma equipa que se apetrechou para 2026.

Depois de passar pela neerlandesa SEG Racing Academy, entre 2018 e 2019, onde correu ao lado de nomes reconhecidos no WorldTour, como o neerlandês Thymen Arensman e o australiano Kaden Groves, Tiago Antunes corre no pelotão luso desde 2020, quase sempre na Efapel, com uma passagem pela Tavfer-Measindot-Mortágua, em 2021.

Afonso Silva, Por (Tavira-Crédito Agrícola, Por): Embora nunca tenha concluído a Volta a Portugal entre os 10 primeiros da classificação geral, o corredor de 26 anos está a protagonizar uma temporada que lhe abre hipóteses de lutar pelo topo da geral, na qual se destaca o segundo lugar no campeonato nacional de fundo, na Guarda, somente atrás de António Morgado, ciclista da UAE Emirates.

Após o 18.º lugar nas edições de 2024 e de 2025 da Volta, o corredor de Odemira também já venceu, neste ano, a Clássica de Santo Thyrso e conseguiu lugares no ‘top 10’ do Grande Prémio Jornal de Notícias – sexta posição, em junho – e do Troféu Joaquim Agostinho – nona posição, em julho.

Após passagens pela Rádio Popular-Boavista, entre 2019 e 2021, e pela Kelly-Simoldes-UDO, entre 2022 e 2023, Afonso Silva cumpre o terceiro ano consecutivo na formação de Tavira, na qual assume agora o papel de protagonista, após a saída do colombiano Jesús David Peña para a Efapel.

Emanuel Duarte, Por (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar, Por): O algarvio, de 29 anos, quer dar seguimento à época consistente que tem protagonizado, com várias aparições no ‘top 10’ das corridas em que tem participado: sexto lugar na Volta ao Alentejo, sexto lugar no Grande Prémio O Jogo, sétimo lugar no campeonato nacional de fundo e quinta posição no Troféu Joaquim Agostinho.

Oitavo classificado na edição transata da corrida portuguesa de agosto, o corredor de Portimão sobressai no contrarrelógio, etapa na qual foi quarto na Volta de 2025 e que, neste ano, se realiza a meio da competição e não no fim, como acontecia ininterruptamente desde 2016.

Ligado à LA Alumínios em 2019 e em 2020, o ciclista passou pela estrutura do Tavira em 2021 e em 2022 e pela Efapel em 2023, antes de regressar à equipa sediada no Seixal, onde, em média, tem melhorado os desempenhos de ano para ano, embora a única vitória tenha acontecido no Grande Prémio O Jogo, em 2024.






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