O relatório final do Grupo de Trabalho recomenda o prolongamento da pista do Aeródromo da Ilha do Pico em 690 metros de comprimento. Segundo uma nota de imprensa, após a análise dos estudos técnicos realizados, bem como da avaliação comparativa das diferentes alternativas, o Grupo de Trabalho criado para avaliar a ampliação da pista do Aeródromo da Ilha do Pico recomenda a ampliação da pista em 690 metros para oeste, com o objetivo de atingir um comprimento total de 2345 metros.
Para o Grupo de Trabalho, esta solução apresenta a melhor relação entre benefícios operacionais, custos e impactos ambientais, sociais e territoriais. Na avaliação efetuada, esta alternativa obteve a classificação mais elevada entre as soluções estudadas pelo Grupo.
De acordo com o relatório, esta intervenção permitirá uma melhoria “muito significativa” das condições operacionais do aeródromo, aumentando a flexibilidade da operação de aeronaves de médio curso, reduzindo ainda limitações atualmente existentes.
Foi também definido um conjunto de “ações prioritárias” para dar continuidade ao projeto: a obtenção dos pareceres de diversas entidades, incluindo a ANAC e a UNESCO; a realização dos estudos ambientais e patrimoniais necessários; e a preparação do procedimento de conceção e execução da empreitada.
Relativamente ao financiamento para o projeto, o Grupo de Trabalho recomenda que o trabalho seja integrado no Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade – Sustentável 2030 com intuito de beneficiar de 85% de financiamento comunitário. Caso a obra seja integrada no fundo comunitário, a conclusão tem de ocorrer até final do programa em causa, ou seja, dezembro de 2029.
Ainda segundo a nota, fica concluída a missão do Grupo de Trabalho com a entrega do relatório final. Cabe agora ao Governo Regional dos Açores dar seguimento para concretizar as diferentes etapas do projeto de ampliação do aeródromo do Pico.
Recorde-se
que o Grupo de Trabalho, criado em fevereiro deste ano pelo Governo
Regional dos Açores, foi liderado pelo diretor regional da Mobilidade,
Francisco Bettencourt.
A composição do Grupo do Trabalho integrou
também o diretor regional das Obras Públicas, Pedro Azevedo; o vogal do
Conselho do Conselho de Administração da SATA, Bernardo António
Oliveira; a presidente do Conselho Diretivo da Associação de Municípios
da Ilha do Pico, Catarina Isabel Manito; o diretor-geral da SATA -
Gestão de Aeródromos, Rui Medeiros; o presidente do Instituto da Vinha e
do Vinho dos Açores, Cláudio Lopes e a diretora do Serviço de Ambiente e
Ação Climática do Pico, Vanda Serpa.
Uma reivindicação antiga
A ampliação da pista do Aeródromo da Ilha do Pico é uma reivindicação antiga dos picoenses. Em dezembro de 2024, o Grupo Aeroporto do Pico (GAPix) emitiu um comunicado, após ter analisado o estudo prévio, e referiu que os dados “comprovam que a ampliação da pista do Aeroporto do Pico para oeste em 690 metros é possível, com comprováveis benefícios para a sua operacionalidade e sem necessidade de rotação do eixo da pista”. Agora, o Grupo de Trabalho recomendou a ampliação em 690 metros para oeste.
Na altura, o GAPix salientou vários benefícios com aumento da pista da ilha do Pico. “O GAPix reitera que o investimento irá melhorar as descolagens e aterragens para todos os modelos de avião, o que permitirá reduzir cancelamentos, alertando para as atuais dificuldades, em caso de pista molhada e ventos”, lê-se na notícia publicada pelo Açoriano Oriental a 22 de dezembro de 2024.
O GAPix apontou igualmente o
“cenário que contempla um alongamento de 690 metros para oeste, com
subida da cabeceira de descolagem até à cota 40,0 metros (aumento do
declive final da pista com elevação da cabeceira em 2,5 metros) e corte
de árvores”.
