Turismo

Oferta hoteleira fundamental à competitividade de uma região


 

Olímpia Granada   Regional   10 de Nov de 2008, 09:51

Unidades mais pequenas, “personalizadas” - independentemente da sua categoria ser de “luxo” ou “rural” - é essencial à promoção de um destino turístico. Isso mesmo resulta da leitura de “Luxo e Charme na Hotelaria em Portugal” que valoriza as “experiências” enquanto factor de diferenciação
Página a página, folhear a segunda edição - revista e actualizada -, de “Luxo e Charme na Hotelaria em Portugal” é (re)descobrir tesouros que o país encerra.
Mas, mais importante ainda porque este livro não se trata de apenas  mais um “guia”, é poder perceber porque é que as unidades hoteleiras seleccionadas podem ser apelidadas de tesouros. Sendo que a expressão é nossa.
Isto porque este livro resulta de uma tese de mestrado. Logo,  além de nos oferecer uma viagem  pelas regiões do país, apresenta conceitos, aplica e explica critérios de análise e permite, assim e também, uma reflexão sobre a oferta hoteleira.
Gabriela de Vilhena Bettencourt de Andrade Botelho, natural de Ponta Delgada, é a autora que o Açoriano Oriental reencontrou depois do lançamento da primeira edição, em 2007.
Licenciada em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, tem ainda formação nas áreas financeira, de marketing, gestão e turismo com actividades profissionais desenvolvidas nos sectores privado e público.
Quando em  2003 ingressou no mestrado “Gestão Estratégica e Desenvolvimento do Turismo”, o primeiro realizado em Portugal, porventura não imaginou desde logo que a publicação da sua  tese sobre “As Novas Tendências e Desafios na Hotelaria” a iria motivar para uma investigação que a levou a centenas de hoteis.
Em Junho de 2007,  publicou a primeira edição da obra que agora se reapresenta e da qual o Diário de Notícias afirmou que “ameaça transformar-se numa referência do que melhor existe no sector. A obra caracteriza as melhores unidades com um excelente suporte fotográfico”.
Com um capítulo alargado totalmente dedicado ao arquipélago, a autora escreve sobre o tipo de oferta que “apesar dos investimentos significativos dos últimos 10 anos, os Açores são ainda uma Região, na generalidade, com uma hotelaria pouco diferenciada e requintada”.
Assim, acrescenta Gabriela Botelho, estão por surgir “hotéis segundo conceitos mais inovadores, quer ao nível dos boutiques-hotéis (urbanos ou resort)”.
Tal como o ex-secretário de Estado do Turismo, Luís Correia da Silva (ler entrevista na página ao lado), presente aquando do lançamento do livro em Ponta Delgada, também a investigadora defende que “a grande aposta dos Açores nos próximos anos deverá ser ao nível de produtos de “Charme” (e não “Luxo” propriamente dito)”.
Embora referencie várias unidades na Região, Gabriela Botelho seleccionou nesta edição o Terra Nostra Garden Hotel, Caloura Hotel Resort (ambos em São Miguel) e o Hotel do Caracol (na ilhaTerceira).
Estas unidades hoteleiras integram, assim, o que se poderá chamar o top + da oferta nacional.
Note-se que  entre 2004 e 2007, Gabriela Botelho visitou 220 hotéis, de um conjunto de 600 unidades registadas na antiga Direcção-Geral de Turismo.

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