Açoriano Oriental
O outro lado do candidato
“O mais importante é o caminho que percorremos e com quem” - António Lima

Licenciado em Biologia e Geologia, António Lima é natural de São Miguel, tem 39 anos e é professor, sendo coordenador regional do BE/Açores desde julho de 2018. É deputado na Assembleia Legislativa dos Açores e pertence à Mesa Nacional do BE. É o cabeça de lista do partido pelos círculos eleitorais de São Miguel e compensação às próximas eleições regionais



Autor: AO Online

Que livro ou livros tem atualmente na mesa de cabeceira ? Qual o seu género literário preferido?

Tento ter sempre alguma leitura comigo, pois é nas deslocações que aproveito para avançar mais com a leitura. Os livros digitais estão por isso sempre comigo. Neste momento, leio aos poucos Regionalismo e autonomia – das origens ao debate constitucional, de Luís Reis Torgal e outros, O século XX Português, de José Miguel Sardica e The Eye of The Heron, de Ursula K. Le Guin. Não posso dizer que tenha um género literário preferido, mas a ficção científica acaba por ser presença muito habitual nas minhas leituras.

Que série televisiva anda a ver? Porquê?

Sempre que posso vejo The Man in The High Castle. É uma interessante adaptação à televisão de um livro que desconhecia de Philip K. Dick, autor da história que deu origem ao filme Blade Runner. The Man in The High Castle retrata um mundo distópico em que as potências do eixo venceram a 2ª Grande Guerra. É um interessante exercício nos tempos que correm.

Qual o filme da sua vida?

Não posso dizer que tenha filmes ou livros preferidos. Há naturalmente muitos. Alguns que marcaram e que continuam a marcar determinados períodos. Blade Runner, a maioria dos filmes de Tarantino, a Vida é Bela, Cinema Paraíso são alguns deles.

Que música não lhe sai da cabeça?

Felizmente nenhuma. Ter uma música constantemente na cabeça, sem conseguir esquecê-la é bastante irritante. Há uns meses tinha frequentemente músicas infantis, mas, felizmente, já me habituei à sua presença quase constante em casa.

Banda ou músico preferido?

Tal como os filmes ou livros, a música vai marcando determinadas fases. Não é possível escolher um. Oiço um pouco de tudo, desde o rock (cada vez menos) ao jazz que normalmente me faz companhia na escrita.

Como ocupa os seus tempos livres?

Aqui e ali é necessário tentar criar algum tempo livre em que a leitura, as séries - mais do que o cinema atualmente - e, mais recentemente, a fotografia acabam por ocupar a maior parte do tempo. Com menor frequência dedico algum tempo a tocar baixo em casa ou com amigos. Isso, para além daquele tempo que tem de ser dedicado a quem gostamos, principalmente à família.

É adepto de atividade física, por gosto ou por obrigação?

Gosto de desporto e atividade física em geral. Confesso que não tenho dedicado tempo a ela, para além da ocasional caminhada. Mas tenho a consciência que a saúde a longo prazo exige que passe a ser, pelo menos, um praticante regular.

Qual o seu clube do coração?

Sou adepto do Benfica.

Que tipo de pessoa é ao acordar?

De poucas conversas.

Quem cozinha lá em casa?

Lá em casa as tarefas são todas partilhadas, mas a verdade é que não sou o melhor, nem o mais versátil cozinheiro lá de casa, e por isso não me é atribuída essa tarefa na maioria das vezes. Mas faço uma bolonhesa que é muito elogiada.

Prefere escrever com caneta ou teclado?

Prefiro escrever com a caneta, mas como quase tudo o que escrevo tem de ir para o formato digital, escrevo quase sempre diretamente no computador. No entanto, há pensamentos que fluem melhor com a caneta.

Quem faz as compras domésticas?

As tarefas lá em casa são partilhadas, incluindo as compras.

Como se desloca para o trabalho?

De carro, dada a distância a que resido e à desadequação dos transportes públicos, não só na minha zona de residência, mas também em toda a ilha.

Cidade que mais gostou de visitar e porquê?

Certamente influenciado por ter sido a última cidade onde estive realmente de férias, Praga. A arquitetura, o património histórico e os frios dias de dezembro tornam Praga um local com uma atmosfera única.

Quantas vezes por dia consulta as redes sociais?

Mais do que duas ou três vezes por dia, certamente. É importante para quem desenvolve atividade política estar atento e presente também nas redes sociais.

Que importância dá às redes sociais?

São mais um espaço onde é necessário estar. Há problemas muito sérios no que respeita ao modo de funcionamento das redes sociais e dos seus efeitos na democracia. São necessárias mudanças muito profundas na forma como as redes sociais são geridas. Não significa isso que devamos, enquanto ativistas políticos, abdicar de ocupar e participar nesse espaço onde também se desenrolam as mesmas disputas sociais do mundo não virtual.

Qual é o seu principal defeito?

Prefiro deixar a avaliação dos meus defeitos e virtudes a quem comigo convive, trabalha e a quem tem de avaliar o meu trabalho, e que, neste momento, são as eleitoras e eleitores açorianos.

E a principal virtude?

A mesma resposta da pergunta anterior: deixo aos outros essa avaliação.

O que é mais importante na sua vida?

O mais importante é o caminho que percorremos e com quem o fazemos. Na vida pessoal e familiar, na vida profissional e na política, ter a oportunidade de escolher com quem caminhamos e que lutas queremos travar é o mais importante. Podemos não vencer todas e atravessar muitas dificuldades e contratempos. Mas se não estivermos sozinhos já valeu a pena.





















 
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