Número de dormidas turísticas baixa há 10 meses consecutivos nos Açores

Os Açores registaram, pelo décimo mês consecutivo, uma descida no número de dormidas em alojamentos turísticos, em julho, com uma quebra de 2,2% face ao período homólogo, segundo dados revelados pelo Serviço Regional de Estatística (SREA)



“Em julho, no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural) dos Açores registaram-se 648,8 mil dormidas, valor inferior em 2,2% ao registado no mês homólogo”, lê-se no relatório de Atividade Turística do SREA.

Esta é a décima descida consecutiva no número de dormidas em alojamentos turísticos na região, de acordo com os resultados preliminares de julho do SREA.

Nos primeiros sete meses do ano, os Açores somaram 2,5 milhões de dormidas em alojamentos turísticos (-3,7%) e 757,6 mil hóspedes (-3,5%).

Em julho, a região contabilizou 177,3 mil hóspedes (menos 4%), com uma estada média de 3,66 noites (mais 1,9%).

A redução homóloga de dormidas no arquipélago segue uma tendência contrária à verificada a nível nacional, já que o país cresceu, em média, 2,1% em julho e 1,5% no período entre janeiro e julho, segundo o relatório do SREA.

Das mais de 648 mil dormidas registadas em julho nos Açores, 83,2% foram de turistas estrangeiros, que somaram 539,7 mil dormidas, ainda que com uma descida homóloga de 0,9%.

O mercado nacional representou apenas 16,8%, com 109,1 mil dormidas e registou uma quebra de 7,8% face a julho de 2025.

Entre os mercados externos, os Estados Unidos foram o maior mercado emissor, em julho, com 82 mil dormidas (15,2% das dormidas de residentes no estrangeiro), registando um aumento homólogo de 2,8%.

Em segundo lugar, com 81,5 mil dormidas (15,1%), surge a Alemanha e em terceiro a Espanha, com 60,3 mil dormidas (11,2%).

O mercado espanhol foi o que registou o maior decréscimo homólogo (-24%), seguindo-se Itália (-23,1%) e Reino Unido (-14,2%).

Já o mercado alemão destacou-se como um dos que verificaram maiores subidas, com 12,4%, apenas superado por Canadá (69,2%) e Israel (44,6%).

Com 316,2 mil dormidas, o alojamento local concentrou 48,7% das dormidas turísticas no arquipélago em julho, superando a hotelaria, que contabilizou 299,6 mil dormidas (46,2%). O turismo no espaço rural ficou-se pelas 33 mil dormidas (5,1%).

Pelo terceiro mês consecutivo, a hotelaria foi a única tipologia a apresentar um crescimento homólogo de dormidas nos Açores (1,1%).

Em sentido contrário, o turismo no espaço rural registou uma quebra de 7,1% e o alojamento local de 4,5%.

Considerando apenas hotelaria e alojamento local, que concentraram 94,9% das dormidas em julho, apenas as ilhas do Pico e do Faial contrariaram a tendência regional, apresentando crescimentos homólogos de 4,5 e 3,4%, respetivamente.

A ilha do Corvo foi a que registou a maior descida (-28,3%), neste mês, seguindo-se as ilhas Graciosa (-10,8%) e Santa Maria (-8,7%).

Nas Flores a quebra foi de 4%, em São Miguel de 3%, em São Jorge de 2,2% e na Terceira de 0,4%.

A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, contabilizou neste mês 403,5 mil dormidas, concentrando 65,5% do total.

Em segundo lugar, surge a ilha Terceira, com 78,4 mil dormidas (12,7%), seguindo-se o Pico, com 50,1 mil dormidas (8,1%) e o Faial, com 40,1 mil dormidas (6,5%).

O mercado nacional destacou-se com maior peso nas dormidas na ilha Graciosa (69,9%).

Entre os mercados externos, o norte-americano foi o que teve mais peso em São Miguel (14,5%), Terceira (13,1%) e Graciosa (7,3%), enquanto o alemão se destacou nas ilhas do Pico (19,4%), Flores (18,2%), Faial (17,9%), São Jorge (14,8%), Corvo (12,9%) e Santa Maria (9,8%).

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama, em julho, atingiu os 71,6% (menos 0,9 pontos percentuais), mas os proveitos totais subiram 6,1% para 33,7 milhões de euros.

Já o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 53,8% (menos 4,1 pontos percentuais) e os proveitos totais baixaram 2,5%, atingindo 3,8 milhões de euros.

No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa bruta de ocupação por cama foi de 47,9% (menos 2,7 pontos percentuais).

Segundo o relatório, 11% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em julho (mais 0,9 pontos percentuais do que no período homólogo).


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