Chega/Açores exige intervenção do Governo da República para assegurar reembolsos de passagens

O líder do Chega/Açores exigiu a intervenção imediata do Governo da República na resolução de entraves na plataforma de acesso ao mecanismo de continuidade territorial, alegando que há açorianos em risco de perder reembolsos de passagens aéreas



“Os açorianos não são portugueses de segunda. A mobilidade entre os Açores e o continente é uma necessidade, não um luxo, e o Estado tem de cumprir as suas responsabilidades”, afirmou o presidente do Chega/Açores e deputado regional José Pacheco, citado em comunicado de imprensa.

Os residentes nos Açores podem viajar para o continente por um valor máximo de 119 euros (ida e volta), que no caso dos estudantes baixa para 89 euros.

No entanto, os passageiros têm de adquirir a passagem pelo valor de mercado e solicitar o reembolso, ao abrigo do mecanismo de continuidade territorial, numa plataforma eletrónica, criada este ano.

Segundo o líder regional do Chega, há açorianos em risco de perder, nas próximas semanas, o acesso a esse reembolso, devido a falhas na plataforma, que impedem que o processo decorra dentro do prazo de 90 dias, estipulado na lei.

“Se a falha é do Estado, o prejuízo não pode ser do açoriano. Ninguém pode perder o seu reembolso porque o sistema não funciona”, frisou.

O dirigente do Chega/Açores exigiu que o Governo da República intervenha imediatamente para garantir que nenhum açoriano perca o direito ao reembolso.

José Pacheco considerou ainda que o Governo Regional dos Açores não pode “continuar em silêncio perante um problema que afeta diretamente a mobilidade dos residentes”, alegando a que o executivo liderado por José Manuel Bolieiro (PSD/CDS/PPM) deve assumir “a defesa dos açorianos junto do Governo da República”.

O líder do Chega/Açores disse que há casos em que os passageiros não conseguem emparelhar na plataforma as viagens de ida e de regresso, compradas separadamente, acabando por ter de pagar a tarifa de residente (119 euros) duas vezes.

José Pacheco sublinhou ainda que “as agências de viagens estão a sentir diretamente os efeitos destas falhas, estando muitas a adiantar valores aos passageiros enquanto aguardam pelos reembolsos”.

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