Nova aerogare da ilha Graciosa é “uma das melhores” dos Açores

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou que a nova aerogare inaugurada na ilha Graciosa, que custou cerca de 9,5 milhões de euros, é “uma das melhores aerogares dos Açores”



José Manuel Bolieiro afirmou, no discurso na cerimónia de inauguração da nova infraestrutura do Aeródromo da ilha Graciosa, que é “seguramente a mais nova aerogare dos Açores, mas é também, porventura, uma das melhores aerogares dos Açores”.

“Em termos de qualidade, conforto e estética, porventura também é melhor, não só é mais nova como é melhor”, acrescentou.

O governante referiu que a obra realizada pelo executivo que lidera permitirá que duas aeronaves Dash Q400 operem ao mesmo tempo, criando “outra capacidade, para além do conforto, de mobilizar embarques e desembarques na ilha Graciosa”.

Os trabalhos de construção da nova aerogare da ilha Graciosa, no grupo central dos Açores, arrancaram em 29 de agosto de 2022, na altura, com um prazo de execução de 20 meses, que foi aumentado devido à complexidade da sua execução.

No discurso, José Manuel Bolieiro referiu que o Governo Regional juntou recentemente ao investimento realizado no Aeródromo da ilha Graciosa, que ronda os 9,5 milhões de euros, a obra da variante a Santa Cruz, no valor de cerca de dois milhões de euros, e intervenções no Centro de Saúde.

Recordou, ainda, a reabertura das Termas do Carapacho, em julho de 2025, apontando que “não são um sonho adiado dos graciosenses quanto ao seu bom uso e a sua valorização, são uma realidade”.

O líder do executivo açoriano de coligação também falou do turismo e das potencialidades da ilha Graciosa, tendo salientado a sua condição de Reserva da Biosfera da UNESCO, que lhe atribui “uma narrativa internacional de prestígio para ser visitada”.

“Não auspiciamos um turismo de massificação para a ilha Graciosa, queremos tratar a própria vulnerabilidade da natureza da Graciosa e da nossa própria dimensão populacional e terrestre com um turismo de baixa densidade, isto é, qualidade, qualidade e bom senso”, afirmou.

E, acrescentou, é isso que está ser feito, “bem e em progresso, porque está a permitir mais dormidas na ilha Graciosa, e está a permitir mais desembarques”.

“É uma tendência. Pode ter variações consoante as contingências nacionais ou internacionais e isso é bom admitir com realismo. Não temos, nenhum de nós, uma varinha mágica para resolver os problemas”, salientou.

Mas, acrescentou, existe “realismo e capacidade para ter a ambição de encontrar as melhores soluções estratégicas” para o progresso.

“Temos a humildade de compreender que existem problemas, que nós devemos encontrar soluções para os minimizar, nuns casos, por ser impossível de os resolver de forma definitiva, e, noutros, apontar para uma solução definitiva. E, nessa maneira, estamos a fazer bem no destino turístico que a ilha Graciosa é e está a potenciar”, assumiu.

O governante destacou, ainda, que a ilha Graciosa teve a capacidade de apostar na produção agroalimentar e referiu a importância dessa estratégia para que a economia “não fique dependente nem fragilizada” em nome do negócio turístico.

“A nossa capacidade produtiva é uma alavanca de garantir que nos diferentes setores da nossa economia, quando uns estão mais acima, outros estão mais abaixo, possamos ter um equilíbrio ponderado na capacidade de garantir felicidade em projetos de vida aos residentes. Estamos a fazê-lo com essa consistência e vamos continuar a fazer investimentos na nossa economia produtiva, no agroalimentar, no marítimo alimentar”, salientou.


PUB