“Não vejo um próximo Nelson Évora porque ele é o Gerson. Ele tem de traçar o seu próprio caminho e são disciplinas que, embora muito parecidas, que o são, na prática são muito diferentes”, explicou à Lusa o especialista em triplo salto, já retirado, à margem do evento ‘O Salto de um Sonho’, na Escola Secundária Luís Freitas Branco, em Paço de Arcos.
Nelson Évora destacou o trabalho realizado por Gerson Baldé, salientando a sua mudança de disciplina – do salto em altura para o comprimento – e a importância do seu treinador, Mário Aníbal, para o êxito verificado.
“O que tenho a falar sobre a medalha do Gerson é realmente a importância de ele se ter dedicado muitos anos ao salto em altura e ter havido um ex-atleta, decatlonista e o nosso recordista nacional, que hoje em dia é treinador. Foi ele quem teve a visão de o fazer mudar para o salto em comprimento e em muito poucos anos ele torna-se campeão do mundo, o que quer dizer que a visão de um ex-atleta como o Mário é extremamente importante”, apontou, como reconhecimento.
O medalha de ouro no ‘triplo’ em Pequim2008 recordou o contributo essencial de Mário Aníbal, também ele um antigo atleta olímpico que representou Portugal em Sydney2000, que orienta Gerson Baldé e também Agate de Sousa, que se sagrou campeã mundial na mesma disciplina e no mesmo evento, os Mundiais de Torun2026.
“Com o conhecimento que adquiriu para poder realmente tomar decisões importantes, o Mário mudou o curso da vida do Gerson para ele fazer algo e realmente já surtiu efeito, foi campeão do mundo. É a importância de termos pessoas que fizeram carreira, realmente entendem e se formam estando ligados ao desporto. Está a fazer um trabalho espetacular”, elogiou, por fim.
