Negociações para aumento do capital do Banif terminam na próxima semana


 

Lusa/AO online   Economia   9 de Out de 2012, 15:14

As negociações para o aumento de capital do Banif, nomeadamente com o Estado, que irá entrar na estrutura acionista do banco, deverão estar concluídas na próxima semana.

"Estamos num processo de negociação, esperamos ter esse processo de negociação completado até ao dia 16 de outubro e, portanto, só a partir daí é que nós poderemos revelar o montante e as condições de aumento de capital", explicou o presidente da Comissão Executiva do banco, Jorge Tomé, na sequência da assembleia-geral realizada na segunda-feira no Funchal.

Na assembleia-geral do Banif os atuais acionistas do banco aprovaram a fusão por incorporação da ‘holding’ Banif SGPS no Banif - Banco Internacional do Funchal, que passará a ser a entidade central do grupo liderado por Jorge Tomé.

Esta é mais uma etapa no processo de recapitalização do grupo. "Esta fusão é fundamental, porque através do Banif SA nós vamos recapitalizar o grupo para além de outras vantagens que este projeto tem, nomeadamente na redução de custos, na redução de consumo de capital, na maior transparência em termos de informação de gestão e uma maior flexibilidade do grupo", explicou o presidente da Comissão Executiva do banco.

Quanto ao aumento de capital que o banco vai realizar, Jorge Tomé disse não poder ainda revelar o valor, mas adiantou que a operação deverá ocorrer "no final de novembro, início de dezembro" através dos acionistas do banco e do Estado, que permanecerá no banco durante cinco anos.

Antes do Verão, o aumento de capital falado era de cerca de 500 milhões de euros, sendo que entre 100 a 150 milhões de euros seriam conseguidos com recurso a acionistas privados e 350 milhões do Estado, através da linha de recapitalização pública.

O Diário Económico avançou esta semana que a recapitalização pode passar para 700 a 800 milhões de euros, entre capital de privados e do Estado, que através da entrada como acionista nacionalizará parcialmente o banco.

Este aumento de capital servirá o propósito de o banco atingir até final do ano um rácio ‘core tier 1’ (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de pelo menos 10 por cento, de acordo com as exigências do Banco de Portugal.

Jorge Tomé referiu ainda que o programa de dispensa de funcionários está realizado mas admitiu que possa haver algumas dispensas de funcionários nas unidades no exterior. Recentemente, foi conhecido que cerca de 200 trabalhadores aceitaram sair através de rescisões amigáveis ou de reformas antecipadas.


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