Eleições no Paquistão

Nawaz Sharif entrega candidatura para legislativas de 8 de Janeiro

Nawaz Sharif entrega candidatura para legislativas de 8 de Janeiro

 

Lusa / AO online   Internacional   26 de Nov de 2007, 13:50

O antigo primeiro-ministro paquistanês Nawaz Sharif entregou em Lahore (leste) a candidatura às eleições legislativas previstas para 08 de Janeiro, depois de ter regressado domingo de sete anos de exílio na Arábia Saudita.
Sharif entregou último dia do prazo os documentos necessários à candidatura num tribunal de Lahore, onde foi recebido por milhares de simpatizantes no domingo e prometeu mais uma vez não voltar a trabalhar com o Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf.

“O meu partido (Liga Muçulmana do Paquistão-N) nunca se juntará a um governo de coligação com o Presidente Musharraf”, declarou Sharif, desmentindo informções veiculadas pela imprensa paquistanesa segundo as quais Sharif teria assinado um acordo secreto com Musharraf para regressar ao país.

Entretanto, a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto também voltou a dizer que está pronta a fazer uma aliança com o rival dos anos 1990, Sharif.

“Estamos prontos a formar uma aliança com todos os partidos políticos moderados”, referiu Bhutto na aldeia de Larkana, de onde é originária.

Os partidos da oposição têm vindo a ameaçar nos últimos quinze dias boicotar as eleições legislativas se o estado de emergência, imposto no país a 03 de Novembro, se mantiver.

Um membro do governo assegurou que o presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, deverá tomar posse na próxima quinta-feira, mas “à civil”.

Sharif, que chefiou o governo paquistanês entre 1990 e 1993 e entre 1996 e 1999, foi expulso pelo actual chefe de Estado, general Pervez Musharraf, na sequência de um golpe de estado.

Dois anos mais tarde, Sharif, condenado a prisão perpétua por corrupção e desvio de fundos públicos quando chefiava o governo paquistanês, assinou com o governo de Musharraf um acordo que lhe permitiu exilar-se na Arábia Saudita, mas com a promessa de não exercer qualquer actividade política relativa ao Paquistão.

A 10 de Setembro último, depois do Supremo Tribunal paquistanês ter recusado a validade deste acordo, o ex-primeiro-ministro tentou regressar ao Paquistão, mas apenas durante algumas horas, pois foi forçado a regressar à Arábia Saudita.

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