MP arquiva queixa de Valentim Loureiro

 MP arquiva queixa de Valentim Loureiro

 

LUSA/AO   Futebol   23 de Set de 2008, 12:14

O Ministério Público de Gondomar arquivou, por falta de indícios suficientes, uma queixa de Valentim Loureiro contra Carolina Salgado
O Ministério Público de Gondomar arquivou, por falta de indícios suficientes, uma queixa de Valentim Loureiro contra Carolina Salgado, em que o autarca a acusava de um crime de "falsas declarações" durante a instrução do processo "Apito dourado".
O despacho do MP, datado de 10 de Setembro, não aceita a tese do autarca de Gondomar de que Carolina Salgado teria prestado declarações que não correspondem à verdade, nomeadamente quando disse ao Tribunal de Instrução que presenciou várias conversas entre Pinto da Costa, Valentim Loureiro e Pinto de Sousa sobre nomeações de árbitros.
Apesar do desmentido do queixoso, e dos depoimentos de Pinto da Costa, Pinto de Sousa e de funcionários do restaurante, contrariando o depoimento de Carolina Salgado, o MP concluiu que "não resultaram indícios suficientes de que, aquando da instrução, tenha prestado falsas declarações".
O MP considerou, também, que os depoimentos de Pinto da Costa e de Pinto de Sousa, enquanto "partes interessadas" no processo Apito Dourado "não mereciam credibilidade", pelo que, e tendo em conta o princípio de "in dúbio pró réu", arquivou a queixa.
Nas suas declarações a ex-companheira de Pinto da Costa disse que os três dirigentes partidários se encontravam num restaurante da Boavista, no Porto, “onde conversavam tranquilamente dado saberem que os respectivos telemóveis estavam sob escuta”.
Afirmou ter "ouvido, por diversas vezes, Valentim Loureiro pedir a Pinto de Sousa a nomeação do "árbitro mais favorável para ajudar o Gondomar a ganhar os respectivos jogos".
Declarou, ainda, ter assistido a conversas entre Valentim Loureiro e Pinto de Sousa, na sala VIP do Estádio do Bessa, na qual o primeiro se mostrou agastado pelo facto de um determinado árbitro não ter ajudado o clube.

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