Micheletti aceita que seja Congresso a decidir regresso de Zelaya

O governo de facto das Honduras, liderado por Roberto Micheletti, anunciou na quinta-feira ter aceitado que seja o Congresso e não o Supremo Tribunal, a decidir o regresso ao poder do Presidente deposto, Manuel Zelaya.


Até agora, Micheletti pretendia que a decisão coubesse ao Supremo Tribunal que determinou 18 acusações contra Zelaya, entre as quais a de "alta traição".

O Supremo acusa o Presidente deposto pelo golpe militar de ter querido organizar uma consulta popular ilegal para abrir caminho a uma reforma constitucional que permitisse a reeleição do Presidente.

Um voto do Congresso a favor da recolocação de Zelaya na presidência abrirá naturalmente a possibilidade de aprovação do Acordo de San José, proposto em Agosto pelo então mediador, o Presidente da Costa Rica, Oscar Arias, explicou Arturo Corrales, da equipa de negociadores de Micheletti.

"Só teríamos de assinar, porque simplesmente aceitámos que seja o Congresso a decidir, como reclamava o lado de Zelaya", sublinhou.

Estas declarações surgem num momento em que as duas partes retomaram o diálogo para a normalização, na quinta-feira de manhã, por pressão do delegado norte-americano para a América Latina, Thomas Shannon, enviado a Tegucigalpa pela secretária de Estado, Hillary Clinton.
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