“Primeiro que tudo, já é um orgulho enorme poder estar presente nos Jogos do Mediterrâneo. Então, ter o privilégio de ser uma dos dois atletas a representar as nossas cores, a levar a nossa bandeira à frente de todos os nossos companheiros.”, assumiu à agência Lusa a olímpica portuguesa.
Pioneira em Paris2024, onde foi a primeira mulher a representar Portugal no tiro com armas de caça em Jogos Olímpicos, Maria Inês Barros nem queria acreditar quando João Rodrigues, o chefe da Missão portuguesa na cidade do sul de Itália, lhe endereçou o convite.
“Fiquei ‘estás a falar a sério?’. Foi mesmo um orgulho, fiquei extremamente radiante, não estava à espera do convite. Só dois atletas podem ir, então não estava à espera de ser eu a convocada. Foi uma alegria enorme”, conta, visivelmente entusiasmada.
A mesma reação teve Leonardo Anastácio, o jovem de 19 anos que competirá na seleção de andebol nos Jogos do Mediterrâneo.
“Fiquei assim um bocado perdido, mas claro que aceitei. Estou entusiasmado e um bocado nervoso. Não sei como vai ser, é a primeira vez”, reconheceu à Lusa o andebolista do Sporting.
A estrear-se em Jogos do Mediterrâneo, Anastácio não esconde o orgulho por ser porta-estandarte na Cerimónia de Abertura de sexta-feira, mas também por representar Portugal a nível internacional.
A atiradora e o andebolista sucedem à ginasta Filipa Martins e ao mesatenista João Monteiro, que foram porta-estandartes em Oran2022.
A 20.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo vai reunir em Taranto cerca de 3.800 atletas de 26 países que são ‘tocados’ pelo mar Mediterrâneo.
Na cidade italiana vão competir 168 atletas portugueses, naquela que é a terceira participação do país neste evento.
