Marcelo faz apelo aos mecenas da cultura a ajudarem na preservação do património


 

AO Online/ Lusa   Nacional   9 de Nov de 2019, 23:25

O Presidente da República apresentou a restaurada sala D. João IV, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, hoje inaugurada, como um “exemplo magnífico” do mecenato cultural e fez um apelo à ajuda dos mecenas na preservação do património.

“É uma responsabilidade de todos, e é essencial que quem mais pode mais dê a pensar no bem da coletividade. Isso não significa exonerar o Estado da sua obrigação. Significa completar a presença do Estado através do mecenato”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa na inauguração da Sala D. João IV após a conclusão da obra de restauro, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, ao lado da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Para Marcelo, aquela sala, recuperada ao longo de um ano e meio pela fundação Millenium bcp, “é um magnífico exemplo” desse exemplo, elogiando, por isso, a fundação pelo seu apoio.

Também a ministra da Cultura elogiou o papel do mecenato na recuperação da Sala D. João IV, que é “um legado artístico notável, um tesouro cultural do maior significado, tanto arquitetónico como histórico”.

E sublinhou a importância de o património, como aquela sala, que abre ao público no domingo, “ser visível e visitável” pelas pessoas, agradecendo em seguida ao mecenas pelo “apoio financeiro inestimável” do Millemium bcp.

A sala D. João IV, uma das maiores do Palácio Nacional da Ajuda (PNA), em Lisboa, hoje inaugurada pelo Presidente, abre ao público no domingo, após 18 meses de obras de restauro, no valor de 260.587 euros.

“É uma das maiores do palácio, com 170m2, cujo restauro só foi possível através da Fundação Millennium BCP, devolvendo a autenticidade integral a uma sala do tempo do Rei D. João VI, em 1823”, segundo nota do diretor do PNA, José Alberto Ribeiro, divulgada há dois dias.

A sala D. João IV, no “piso nobre do edifício”, faz parte das “salas de aparato” do ex-palácio real, onde se realizavam diferentes cerimónias.

Totalmente revestida a pintura, a das paredes é atribuída ao “pintor do rei”, José da Cunha Taborda (1766-1836) enquanto a do teto é da autoria de Domingos Sequeira (1768-1837). Ambas as pinturas “foram executadas, com toda a probabilidade, em 1823”.

Taborda, na parede poente, “retrata o Ato do Juramento Solene de D. João IV, ocorrido a 15 de dezembro de 1640” e, nas restantes, “coloca uma atenta assistência, constituída pela pequena nobreza, burguesia e povo”, explicou José Alberto Ribeiro.

O Palácio da Ajuda foi residência régia até 1910, tendo sido sua última ocupante a rainha Maria Pia (1847-1911), avó de Manuel II (1889-1932). A soberana foi também quem mais se empenhou na decoração do palácio e a quem se devem as suas coleções de arte e as grandes encomendas de pratas.


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