Madeira e Açores defendem criação de incentivos para fixar médicos nos arquipélagos

Os secretários regionais da Saúde dos Açores e da Madeira, Rui Luís e João Faria Nunes, alertaram, no Funchal, para a necessidade da criação de mecanismos para a fixação de médicos nos arquipélagos e, simultaneamente, expandir a formação.


"É fundamental repensar os incentivos para a fixação de especialistas nos nossos arquipélagos, situação que é mais premente nos Açores, dada a nossa dispersão por nove ilhas", afirmou Rui Luís.

O governante falava na abertura das I Jornadas do Médico Interno da Madeira e dos Açores e das VIII Jornadas do Médico Interno da Região Autónoma da Madeira, eventos que decorrem no Funchal até sábado.

Rui Luís salientou, por outro lado, que a formação nas especialidades também coloca "novos desafios" ao nível das regiões autónomas, sendo necessário criar condições para garantir a sua expansão.

"A aposta na valorização pessoal e profissional é um investimento e não deve ser encarado como um custo", sublinhou.

O secretário regional da Saúde da Madeira, João Faria Nunes, também alertou para a falta de médicos e para a importância de "captar e fixar" novos profissionais na região, considerando que este é um "imperativo" e uma "necessidade".

"À semelhança do que sucede na grande maioria dos países europeus, também a região está confrontada com a falta de médicos", disse João Faria Nunes, vincando que "a situação agrava-se pelo facto de sermos uma ilha".

O governante lembrou, no entanto, que a Madeira tem atualmente cerca de duas centenas de médicos internos em formação.

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