Açoriano Oriental
Lavoura dos Açores beneficia de dois projetos que reforçam abastecimento de água

A lavoura dos Açores vai passar a beneficiar de um reservatório nas Sete Cidades e de uma hidropressora na Lagoa Rasa, orçados em cerca de 200 mil euros, anunciou o secretário Regional da Agricultura e Florestas.

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Foto: Gacs
Autor: Lusa/AO Online

Em declarações à agência Lusa, à margem da assinatura dos contratos para a construção do reservatório e da hidropressora, na freguesia das Sete Cidades, na ilha de São Miguel, João Ponte referiu que este projeto integra a estratégia de dotar os agricultores com melhores condições de trabalho, fazendo-se chegar água às explorações, “preparando-se o setor para o futuro” e “reforçando a sua competitividade”.

O titular da pasta da Agricultura declarou que na presente legislatura o Governo dos Açores vai investir 8,5 milhões de euros em infraestruturas do setor, como o abastecimento de água, mais 4,5 milhões de euros do que na anterior.

No caso especifico da ilha de São Miguel, João Ponte disse que está a ser efetuado um “diagnóstico às necessidades de água”, visando o desenvolvimento do plano de ação para a próxima década, através da realização de investimentos para aumentar a capacidade de reserva e “responder também às alterações climáticas”.

O executivo açoriano está ainda a desenvolver “projetos estratégicos” que passam pela captação de água que está neste momento a correr para o mar, exemplificando com o investimento em curso em Água de Pau, na ilha de São Miguel, para aproveitamento da ribeira local, a par do excedente da Lagoa das Sete Cidades, que também não é aproveitado no abastecimento à lavoura concentrada na bacia leiteira de Ponta Delgada, onde existe um maior número de animais e, consequentemente, maior consumo de água.

João Ponte referiu, por outro lado, que foi hoje publicada em Jornal Oficial dos Açores uma portaria que estabelece quais as máquinas que podem consumir gasóleo agrícola na região, as condições de inscrição no Sistema de Abastecimento de Gasóleo à Agricultura, bem como os ‘plafonds’ a conceder em cada ano.

“No fundo, o que está em causa é garantir o acesso dos agricultores com carrinhas de 2.500 quilos de transporte de mercadorias, que são fechadas, muito utilizadas em áreas como a fruticultura e a horticultura. Estas viaturas não podiam utilizar o gasóleo agrícola”, especificou.


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