Julgamento recomeça hoje com audição de António Paulo Costa, ex-quadro da GALP

Julgamento recomeça hoje com audição de António Paulo Costa, ex-quadro da GALP

 

Lusa/AO Online   Nacional   15 de Nov de 2011, 06:46

O julgamento do caso 'Face Oculta', que começou há uma semana, é retomado hoje no tribunal de Aveiro com o depoimento do empresário António Paulo Costa, ex-quadro da Galp, arguido no processo.

O coletivo de juízes deveria começar a ouvir Lopes Barreira, mas a sua advogada, Teresa Alegre, disse à Lusa que isso ainda não acontecerá esta terça-feira, devido ao facto do gestor, amigo do ex-ministro Armando Vara, também arguido, estar a fazer diálise em Lisboa.

"Os tratamentos não permitem que ele esteja dois dias seguidos em Aveiro. Estamos a tratar com o Hospital de Aveiro para ver se ele pode fazer os tratamentos nessa unidade", adiantou a causídica.

A quinta sessão do julgamento, que está marcada para as 09:30, começará assim com a audição de António Paulo Costa ex-quadro da Galp, que é tido como um indivíduo "integrante da rede de contactos e da esfera de influência de Armando Vara".

António Paulo Costa, que à data dos factos era responsável pelas Relações Institucionais e Comunicação Interna da Galp, é suspeito de ter recebido uma viatura de alta cilindrada (avaliada em mais de 280 mil euros) para favorecer as empresas de Manuel Godinho nas suas relações comerciais com aquele grupo empresarial.

O ex-quadro superior da Galp, acusado de um crime de corrupção passiva no setor privado e outro de tráfico de influências, será o terceiro arguido a ser ouvido pelo tribunal, desde a passada terça-feira, quando começou o julgamento.

O primeiro arguido a prestar declarações foi o antigo ministro e ex-vice presidente do BCP, Armando Vara, seguindo-se o depoimento do ex-presidente da REN José Penedos, que foi interrompido na passada sexta-feira.

A audição de Penedos só deverá ser retomada na quarta-feira, devido à indisponibilidade do seu advogado para estar presente em Aveiro.

O caso Face Oculta está relacionado com uma alegada rede de corrupção que tinha como objetivo o favorecimento de um grupo empresarial de Ovar ligado ao ramo das sucatas nos negócios com empresas do setor empresarial do Estado e privadas.

No banco dos réus estão sentados 36 arguidos (34 pessoas e duas empresas) que respondem por centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.


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