Presidenciais2026

Jorge Pinto apoia António José Seguro na segunda volta e apela ao Livre que faça o mesmo

O candidato presidencial Jorge Pinto anunciou que vai apoiar e votar em António José Seguro na segunda volta e apelou ao Livre que faça o mesmo, argumentando que quem se revê na Constituição só tem como opção apoiar o socialista



O anúncio foi feito pelo candidato presidencial apoiado pelo Livre no discurso de reação aos resultados destas eleições no ‘quartel-general’ da sua candidatura, no Amarante Cine-teatro.

“Irei votar em António José Seguro na segunda volta, lutar e apelar a que o meu partido faça a mesma coisa, porque ao que tudo indica (...) teremos duas escolhas pela frente: alguém que se revê na Constituição e alguém que se opõe e a quer alterar drasticamente para pior,” anunciou.

Antes, recordado o momento no debate entre todos os candidatos em que disse que não seria por si que Seguro não ia à segunda volta, Jorge Pinto reformulou a frase dita na primeira semana de campanha: “Quero dizer uma coisa diferente. É que será por mim que ele será Presidente da República”.

Para Jorge Pinto, perante uma segunda volta entre Seguro e André Ventura, quem se revê na Constituição e a quer manter tem “apenas uma decisão a tomar”, que é apoiar António José Seguro.

O candidato a Belém acrescentou que, apesar do apoio, é preciso ser firme na defesa da Constituição, exigindo a António José Seguro que passe de “se rever na Constituição a querer defender a Constituição de todas as formas possíveis”.

“Amanhã, peço-vos de sorriso na cara, porque este, como eu também disse aqui no dia 01 de novembro, não é porque nós não deixaremos que seja o funeral da República, voltemos a sair às ruas, voltemos a estar disponíveis, voltemos a estar dispostos a lutar pelo nosso país, pela nossa democracia, com tudo o que isso implica”, apelou.

Jorge Pinto pediu aos cidadãos que “transformem a mobilização que parece ter beneficiado Seguro” num esforço de defesa do país e disse que é “evidente que o voto útil existiu”, acrescentando que foram muitas as pessoas que não votaram em si com medo de uma segunda volta apenas com candidatos à direita.

“O medo faz parte dos sentimentos humanos. O que eu digo, e foi o que eu disse no discurso de encerramento desta campanha, é que este medo que é real, que é até palpável para quem, como nós, andou na rua nas últimas semanas, não nos pode paralisar. Eu quero um medo que mobilize”, resumiu.

PUB

Premium

Morador na Estrada Regional da Ribeira Grande diz que não consegue abrir uma janela de casa devido aos odores “intensos e contínuos”. Empresa gestora dos resíduos da ilha de São Miguel garante que incineradora encontra-se a funcionar corretamente e que a única célula de aterro ainda em funcionamento será encerrada no final do presente ano