Em declarações à imprensa, o líder norte-americano, Donald Trump, sublinhou que, embora mantenha uma “boa relação” com o povo curdo, rejeitou formalmente a sua participação nas hostilidades atuais para evitar um aumento das mortes e uma maior desestabilização regional.
“Não estamos a procurar que os curdos entrem. Somos muito amigos dos curdos, como sabem, mas não queremos tornar a guerra mais complexa. Eu descartei isso”, afirmou o Presidente perante os meios de comunicação.
Trump referiu que os curdos mostraram disposição para se mobilizar, mas que ele próprio lhes pediu para se manterem à margem.
“Não quero ver os curdos feridos ou mortos”, acrescentou o líder republicano, afirmando que o atual cenário de guerra já é “suficientemente complicado” sem envolver novos atores étnicos ou regionais.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.
A primeira semana de ataques dos Estados Unidos resultou em mais de 3.000 alvos atacados no Irão, segundo informou o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom) na sexta-feira.
De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram nos ataques, enquanto os ataques iranianos a Israel causaram pelo menos dez mortos.
Irão: Trump descarta hipótese de apoiar incursão de milícias curdas
O Presidente norte-americano descartou no sábado a hipótese de apoiar uma incursão de milícias curdas no Irão ou o estabelecimento de uma região autónoma, argumentando que a sua intervenção tornaria a guerra “mais complexa do que já é”.
Autor: Lusa
