Em comunicado citado pela Agence France Presse (AFP), aquela força militar afirma que o navio foi "atingido por tiros de advertência e obrigado a parar."
"Na sequência deste incidente e tendo em conta, nomeadamente, a insegurança gerada pela intervenção ilegal de forças estrangeiras, o Estreito de Ormuz será encerrado até nova ordem e até ao fim das intervenções norte-americanas nesta região. Nenhum navio será autorizado a atravessá-lo", refere o comunicado.
A Guarda Revolucionária ameaçou ainda atacar bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo, sublinhando que qualquer interferência estrangeira para abrir uma "rota ilegal" na região receberá uma resposta contundente.
A força militar de elite iraniana adiantou que a decisão foi tomada após várias embarcações terem ignorado o aviso para navegarem exclusivamente por uma zona autorizada.
A agência de notícias espanhola EFE sublinha que o anúncio do Irão foi conhecido poucas horas após o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, ter acusado os Estados Unidos de terem "violado o parágrafo 9 do memorando de entendimento" entre ambas as partes, ao decidirem impor novas sanções ao círculo próximo do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei.
Segundo Araqchi, o "incumprimento" do acordo por parte dos Estados Unidos "junta-se a outras violações e erros" cometidos pelo país.
Os Estados Unidos e o Irão assinaram, a 17 de junho, um memorando de entendimento para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, nos últimos dias registaram-se novos ataques entre as partes no Médio Oriente.
O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico.
Irão anuncia encerramento do Estreito de Ormuz "até nova ordem"
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje o encerramento "até nova ordem" do Estreito de Ormuz, depois de disparar tiros de advertência contra um navio que, segundo as autoridades iranianas, navegava por uma "rota não autorizada".
Autor: Lusa
