Investigadora açoriana considera pouco provável observação do fenómeno à superfície


 

Lusa/AO online   Regional   10 de Out de 2011, 14:39

A investigadora da Universidade dos Açores Teresa Ferreira considerou hoje "pouco provável" a observação à superfície de fenómenos associados à erupção vulcânica submarina que está a ocorrer ao largo da ilha canária El Hierro, em Espanha.

"Tendo em conta informações indicando a possibilidade de a erupção estar a ocorrer a 2.000 metros de profundidade, numa zona da Crista Média Atlântica, é pouco provável que cheguem à superfície materiais expelidos pela possível erupção", afirmou Teresa Ferreira, do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, em declarações à Lusa.

A investigadora salientou que a erupção submarina da Serreta, ocorrida entre 1998 e 2000 ao largo da ilha Terceira, nos Açores, foi uma “situação especial”, tendo chegado à superfície materiais que foram observados por pescadores.

A erupção da Serreta desenvolveu-se a cerca de 400 metros de profundidade, frisou Teresa Ferreira, salientando que a pressão exercida pela água muito dificilmente permitirá a chegada à superfície de materiais produzidos por uma erupção a 2.000 metros de profundidade.

A confirmação da erupção de um vulcão na ilha canária de El Hierro só poderá, por isso, ser confirmada com recurso a instrumentos, defendeu a investigadora.

Desde julho já se sentiram nesta ilha espanhola mais de 9.000 sismos, uma situação idêntica há que se viveu no final do século XVIII, quando também se temeu uma erupção na ilha.


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