Açoriano Oriental
Ponta Delgada
Introduzidas plantas invasoras nos jardins das Portas do Mar
Erva confeiteira está identificada no Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora como espécie a erradicar, mas foi introduzida nos novos espaços ajardinados da Avenida Marginal
Introduzidas plantas invasoras nos jardins das Portas do Mar

Autor: Paula Gouveia
Foram introduzidas plantas infestantes para embelezar os novos espaços verdes, criados na Avenida D. Infante Henrique no âmbito da obra do Governo Regional “Portas do Mar”.
A denúncia é da associação informal CAES-Colectivo Açoriano de Ecologia Social, que questiona como é possível uma entidade pública utilizar espécies invasoras em jardins.
No local foi identificada pelo menos uma espécie invasora: a erva confeiteira (Polygonum capitatum).
As plantas invasoras são espécies oriundas de outra região que se adaptam e proliferam muito bem no novo ambiente, competindo com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e mesmo por espaço físico, podendo transformar-se  num problema sério, modificando o ecossistema.
Segundo a CAES, “nos Açores algumas espécies exóticas e a sua naturalização tem sido responsável pela criação de sérios problemas ecológicos”.
Em 2004 foi aprovado  o Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora, da responsabilidade da Direcção Regional do Ambiente.
Segundo a Resolução do Conselho de Governo (29 de Julho de 2004) que decidiu aprovar o referido Plano, a implementação do instrumento  passa por quatro acções: inventariação, erradicação e recuperação, promoção e divulgação, e ainda monitorização.
Como refere a associação CAES, a acção B1.10 do Plano de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora consiste no arrancamento e controlo de erva confeiteira que, segundo o mesmo plano, “é uma invasora com grande capacidade e velocidade de expansão cujo controlo é de difícil implementação devido ao grande poder de propagação, quer por via sexuada (semente) quer assexuada (partes vegetativas - estolhos)”.
Acrescenta ainda a descrição, “quando se instala forma tapete denso, impossibilitando a ocorrência de outras espécies”, sendo que para a sua erradicação “a metodologia mais eficaz é o arranque total da planta”.
A associação ecologista deixa mesmo uma ideia para o local: “porque não utilizar algumas espécies autóctones ou optar por um pequeno jardim com carácter pedagógico, como o que está na Zona da Expo 98, com plantas de todas as regiões de Portugal e dos diversos países de expressão portuguesa?”.
Exposta a situação à Secretaria Regional do Ambiente, o organismo governamental garantiu que iria averiguar a situação.
 
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