Ponta Delgada

Introduzidas plantas invasoras nos jardins das Portas do Mar

Introduzidas plantas invasoras nos jardins das Portas do Mar

 

Paula Gouveia   Regional   14 de Out de 2008, 11:03

Erva confeiteira está identificada no Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora como espécie a erradicar, mas foi introduzida nos novos espaços ajardinados da Avenida Marginal
Foram introduzidas plantas infestantes para embelezar os novos espaços verdes, criados na Avenida D. Infante Henrique no âmbito da obra do Governo Regional “Portas do Mar”.
A denúncia é da associação informal CAES-Colectivo Açoriano de Ecologia Social, que questiona como é possível uma entidade pública utilizar espécies invasoras em jardins.
No local foi identificada pelo menos uma espécie invasora: a erva confeiteira (Polygonum capitatum).
As plantas invasoras são espécies oriundas de outra região que se adaptam e proliferam muito bem no novo ambiente, competindo com as espécies nativas por nutrientes, luz solar e mesmo por espaço físico, podendo transformar-se  num problema sério, modificando o ecossistema.
Segundo a CAES, “nos Açores algumas espécies exóticas e a sua naturalização tem sido responsável pela criação de sérios problemas ecológicos”.
Em 2004 foi aprovado  o Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora, da responsabilidade da Direcção Regional do Ambiente.
Segundo a Resolução do Conselho de Governo (29 de Julho de 2004) que decidiu aprovar o referido Plano, a implementação do instrumento  passa por quatro acções: inventariação, erradicação e recuperação, promoção e divulgação, e ainda monitorização.
Como refere a associação CAES, a acção B1.10 do Plano de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora consiste no arrancamento e controlo de erva confeiteira que, segundo o mesmo plano, “é uma invasora com grande capacidade e velocidade de expansão cujo controlo é de difícil implementação devido ao grande poder de propagação, quer por via sexuada (semente) quer assexuada (partes vegetativas - estolhos)”.
Acrescenta ainda a descrição, “quando se instala forma tapete denso, impossibilitando a ocorrência de outras espécies”, sendo que para a sua erradicação “a metodologia mais eficaz é o arranque total da planta”.
A associação ecologista deixa mesmo uma ideia para o local: “porque não utilizar algumas espécies autóctones ou optar por um pequeno jardim com carácter pedagógico, como o que está na Zona da Expo 98, com plantas de todas as regiões de Portugal e dos diversos países de expressão portuguesa?”.
Exposta a situação à Secretaria Regional do Ambiente, o organismo governamental garantiu que iria averiguar a situação.

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