Instrutores de condução apontam perigos em Ponta Delgada

Instrutores de condução apontam perigos em Ponta Delgada

 

Rui Leite Melo/Francisco Cunha   Regional   5 de Nov de 2009, 07:00

O recente atropelamento fatal de um idoso em frente ao Coliseu Micaelense levantou críticas quanto à colocação de algumas passadeiras nas artérias da cidade de Ponta Delgada.

 O AO recolheu as opiniões de quatro instrutores de escolas de condução de Ponta Delgada, que apontam que as passadeiras são somente parte do mal no sistema rodoviário da cidade e denunciam outros pontos cuja intervenção poderia ajudar a prevenir acidentes.

Paulo Ramos, instrutor na Escola de Condução Central desde 1995, diz que "em Ponta Delgada colocam as passadeiras onde dá mais jeito atravessar e não onde há mais segurança". Uma das passadeiras mais criticadas quanto à sua localização é na saída da rotunda emSão Gonçalo, em frente ao HotelVIP.

"As passadeiras dão seguimento ao passeio, por isso estão sempre nas esquinas" explica Dinis Costa, da EscolaEstrela da Manhã "e ali é muito fácil haver atropelamentos.

A directora da Escola Ilha Verde e também instrutora, Fátima Rego, aponta que "aquela passadeira está num sítio rápido, onde as pessoas têm que sair rápido, porque a rotunda serve é para fluir o trânsito".

Outra falha apontada à rotunda é a falha de pré-sinalização. " Não há ali sinais que identifiquem que via a tomar para irmos aos sítios. Quem não conhece a zona não sabe onde virar", aponta Diniz Costa da Estrela da Manhã.

A própria circulação na rotundas é também motivo de queixas por todos os inquiridos.

" O problema da rotunda de SãoGonçalo" explica Paulo Ramos " é que as entradas e saídas estão muito juntas e custa perceber por falta de sinalização dos condutores qual a saída que pretendem tomar."

A sinalização também é apontada como deficiente em alguns pontos da cidade: "há locais sem visibilidade que não têm stop e outros com visibilidade e que têm sinais de cedência de passagem, como no caminho do Pico do Funcho", explica Paulo Ramos.

"Também é necessário fazer manutenção dos sinais" pede Fátima Rego"muitos deles ficam ilegíveis, mas as pessoas também têm que fazer alguma coisa e reportar isso às entidades responsáveis".

A instrutora diz que mais grave é a sinalização de algumas obras "que se torna perigosa à noite e é agravada por os condutores não moderarem a velocidade".

Outro ponto que cria muitos problemas são os carros estacionados na faixa de rodagem. "Os carros estacionados na esquina da rua Tavares Canário já fizeram perder muitos exames" contaDinis Costa, que adianta: "peço até à Câmara para colocar blocos ali a impedir o estacionamento".

Nas freguesias o caso é mais complicado porque não há parques de estacionamento.

"Em S. Roque há uma frutaria que faz cargas e descargas em hora de ponta. Não podemos dizer para acartarem os caixotes a pé, não é verdade?"

Fátima Rego aponta ainda perigo nas paragens de autocarros e mini-bus emPonta Delgada, pois "estão imediatamente antes das passadeiras. Pela lei têm que ter cinco metros de visibilidade antes da passagem".

Os instrutores apelam ainda para que os condutores sejam compreensivos com os alunos em instrução, com Dinis Costa a relatar que "já me bateram cinco vezes por trás, quando o alu


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