Indisponibilidade do PS para diálogo é caso único no plano político europeu


 

Lusa/AO Online   Economia   5 de Nov de 2013, 07:29

O porta-voz nacional do PSD considerou, em Ovar, que a indisponibilidade demonstrada pelo PS para o diálogo com o Governo não se verificava em Portugal desde o 25 de Abril e que "é caso único" na Europa.

 

À margem de uma sessão de esclarecimento sobre o Orçamento do Estado para 2014, Marco António Costa afirmou que "o PS fechou-se dentro de um casulo em que recusa permanentemente o diálogo" e que, "sempre que lhe é colocada um oportunidade para isso, foge".

Referindo que "desde o 25 de Abril [de 1974], quando se instituiu a democracia parlamentar em Portugal, que não se assistia a esta postura [por parte do principal partido da oposição]", o ex-secretário de Estado realçou a "gravidade" da atitude socialista, que definiu como "única no plano político europeu".

"Este corte nas linhas de comunicação não é normal numa democracia madura como a nossa", defendeu Marco António Costa, salientando que, em todos os países da Europa esse diálogo interpartidário existe e que "só em Portugal é que deixou de existir, e ninguém percebe porquê".

O porta-voz dos sociais-democratas garantiu, contudo, que a sua posição é isenta de "qualquer acrimónia" e antes reflete "o pedido ao PS para que mude de posição e tenha a humildade de dialogar com o PSD".

"O país precisa de uma atitude diferente. O diálogo institucional existe em todos os países da Europa e aqui também tem que existir", declarou.

A premência desse diálogo prende-se com o que Marco António Costa considerou como "questões vitais para o país", na medida em que a atual discussão sobre a reforma do Estado "é um tema fundamental para os portugueses e toca assuntos da máxima importância estrutural para o futuro do país".

Segundo Marco António Costa, a indisponibilidade dos socialistas para uma reflexão conjunta, contrasta com a abertura que reconhece à Confederação da Indústria Portuguesa, à Confederação Nacional das IPSS e à União das Misericórdias Portuguesas, entre representantes de outros setores da sociedade.

 


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