Imprensa não diária representa 40% da distribuição anual de jornais


 

Lusa / AO online   Economia   12 de Out de 2007, 15:16

A imprensa não diária em Portugal representa 40 por cento da distribuição de jornais e revistas, uma quota de mercado que poderá diminuir nos próximos dois anos devido ao surgimento dos gratuitos.
    O alerta foi lançado hoje à agência Lusa pelo presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), que participou no início de um congresso sobre a imprensa não diária, que está a decorrer na ilha de São Miguel, nos Açores.

    João Palmeiro adiantou que, embora seja difícil fazer previsões, tudo indica que, face ao mercado emergente dos jornais gratuitos em Portugal, a imprensa não diária ou de proximidade irá ressentir-se nos próximos anos ao nível das vendas.

    O I Congresso Internacional de Imprensa Não Diária decorre até domingo nas Furnas, com cerca de 80 jornalistas oriundos dos Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Austrália, de Portugal continental e ilhas açorianas.

    Segundo disse, a imprensa de proximidade representa cerca de 250 a 300 milhões de exemplares distribuídos por ano, dos quais 100 milhões seguem pelo correio, enquanto os jornais diários e revistas atingem os 800 a 900 milhões de publicações.

    Durante muitos anos, em Portugal, os jornais locais ou de proximidade procuraram assemelhar-se às publicações diárias de tiragem nacional, incluindo, por exemplo, secções de internacional, disse o responsável.

    "Ficou provado que isso não funcionou e foi um erro", afirmou o presidente da API, argumentando que os jornais de proximidade devem apostar é na informação local e em corpos redactoriais profissionais para se desenvolverem.

    João Palmeiro, que representa cerca de 500 associados ligados a 1.000 publicações, considerou que, apesar da inevitável migração para o on-line, as edições em papel da imprensa não terminarão, enquanto nas escolas as crianças aprenderem a ler e escrever em papel.

    "O elementos da maneabilidade e responsabilidade perante um livro, por exemplo, ainda não é possível através do computador", afirmou o responsável, acrescentando que, na China, as edições impressas aumentaram 300 por cento, apesar do alto desenvolvimento tecnológico do país.

    Sublinhando que a imprensa é um pilar da cultura, Palmeiro revelou que, ao nível de tiragens, existem dois jornais portugueses em oitavo lugar no ranking da Península Ibérica.

    "Além disso, o Correio da Manhã e o Jornal de Notícias sobem para terceiro lugar se analisarmos os números ao nível das audiências", acrescentou o responsável.
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