José Manuel Bolieiro, que intervinha nas comemorações do 33.º aniversário do Comando Operacional dos Açores (COA), em Ponta Delgada, destacou o “papel estratégico da região e o contributo das Forças Armadas para a segurança e coesão nacional” e sublinhou que “o posicionamento dos Açores no Atlântico é um ativo estratégico para Portugal que deve ser valorizado e trabalhado em conjunto”.
O presidente do Governo Regional destacou, por outro lado, a ligação histórica e de confiança existente entre a região e as Forças Armadas: "são parceiras naturais dos Açores, com um papel fundamental na segurança, na proteção do território e no apoio às populações”.
De acordo com Bolieiro, “num território disperso e insular, a sua atuação ganha uma importância ainda maior”, sendo que a cooperação deve continuar a ser reforçada, “como um fator de coesão nacional e de segurança partilhada”.
O presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Luís Garcia, referiu, por seu turno, “o papel determinante [das Forças Armadas] na afirmação dos Açores como espaço estratégico central no Atlântico e na salvaguarda da soberania e dos interesses nacionais”.
O líder do parlamento açoriano sublinhou “o rigor, a prontidão e a capacidade de coordenação conjunta dos meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea”, num quadro “cada vez mais exigente” para a segurança e defesa no espaço atlântico.
O Comando Operacional dos Açores “constitui uma estrutura essencial à projeção e credibilidade das Forças Armadas na região, assegurando uma resposta eficaz e articulada na defesa do território e no apoio às populações”, referiu.
Já o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general João Cartaxo Alves, realçou o papel do COA ao longo de mais de três décadas como “pilar principal da capacidade operacional das Forças Armadas Portuguesas nos Açores e no Atlântico”.
O general destacou a importância da presença militar na região, referindo missões como a vigilância de “extensas áreas marítimas e aéreas, operações de busca e salvamento em cenários exigentes, evacuações aeromédicas urgentes e apoio imediato às autoridades civis”.
“Sem esta capacidade instalada, a resposta a emergências seria inevitavelmente mais lenta, mais limitada e, em muitos casos, insuficiente para salvaguardar vidas e bens”, afirmou.
O CEMGFA sublinhou ainda o papel estratégico dos Açores no atual contexto internacional, referindo que é “também a partir dos Açores que Portugal afirma, de forma concreta, a sua capacidade de atuar num espaço marítimo de elevada relevância estratégica, contribuindo para a segurança nacional e para a dos seus aliados”.
A cerimónia ficou marcada por uma homenagem aos militares e trabalhadores civis que morreram em serviço no COA, bem como a imposição de condecorações aos militares que mais se distinguiram ao longo do último ano.
