Infarmed admite impacto da guerra, mas garante que não há ruptura de medicamentos

O Infarmed admitiu que o conflito no Médio Oriente está a ter impacto a nível da logística e dos custos de combustíveis e energia, mas garantiu que não foram registadas ruturas de abastecimento de medicamentos e dispositivos médicos




Em comunicado, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde explicou que está a acompanhar a situação geopolítica no Médio Oriente, quer com as entidades nacionais do setor dos dispositivos médicos e do medicamento, quer com entidades europeias, incluindo a Agência Europeia de Medicamentos.

“De acordo com a informação disponível, não se registam, até ao momento, ruturas de abastecimento, apesar do impacto a nível da logística e dos custos de combustíveis e energia”, referiu o Infarmed.

A situação mantém-se sob controlo, acrescentou a mesma entidade, “embora exigindo a estreita monitorização de riscos relacionados com as questões logísticas e de custos da energia”.

O Infarmed determinou ainda que, face à situação atual, vai autorizar “com caráter prioritário quaisquer solicitações das empresas que visem alterar a origem da substância ativa ou o fabricante do produto final de qualquer medicamento, seja por alteração de fabricantes de outras origens ou eventualmente para que o mesmo possa ser também fabricado em Portugal”.

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) alertou para a dificuldade na compra de consumíveis, como luvas e sacos, devido à forte subida dos preços de matérias-primas causada pela guerra no Médio Oriente.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da APAH, Xavier Barreto, afirmou que a associação tem relatos de alguns hospitais com dificuldades na compra de consumíveis, como luvas e sacos, que dependem de matérias-primas do setor petroquímico.

“Todos estes consumíveis tiveram um aumento muito significativo de preço, em alguns casos 30%, 40%, 50%, num espaço de tempo muito curto, desde que começou este conflito no Médio Oriente”, salientou.

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