Açoriano Oriental
Hospital privado não significa desinvestimento no serviço público

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, afirmou, esta quinta-feira, que a construção de um hospital privado na região, beneficiando de apoios públicos, “não significa, de maneira nenhuma”, um desinvestimento no serviço público.


Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO Online

O líder do executivo açoriano - que visitou o empreendimento localizado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel – referiu que a construção do Hospital Internacional dos Açores não implica que seja “descurada a aposta na qualidade, nos recursos e serviços do Serviço Regional de Saúde”.

Segundo Vasco Cordeiro, “há serviços que apenas existem no continente”, exigindo uma deslocação dos açorianos, e que, “após os processos de negociação, poderão estar disponíveis também na região”, com esta nova unidade.

“Há uma grande vantagem para aqueles açorianos que têm de ir para um espaço que não é o seu, para um meio que não conhecem [fora da região] e que passam a estar num meio conhecido”, declarou o chefe do executivo, que sublinhou outras vantagens para os utentes açorianos e para a região, entre as quais a redução de custos.

No entender de Vasco Cordeiro, este investimento privado destaca a “confiança que o desenvolvimento económico da região suscita aos investidores privados” e que as políticas públicas de apoio têm registado adesão.

O Hospital Internacional dos Açores vai disponibilizar, conforme apurou a agência Lusa junto dos promotores do projeto, especialidades não existentes nos Açores como as cirurgia cardíaca, a par de serviços diferenciados em áreas como a urologia, neurocirurgia e ortopedia, entre outras.

O novo hospital, orçado em cerca de 30 milhões de euros e que deverá abrir portas no primeiro trimestre de 2020, irá disponibilizar 44 especialidades médicas, pretendendo-se contratar 350 profissionais.


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