Em comunicado, o grupo de cidadãos propõe que no inverno IATA (sigla em inglês da Associação Internacional de Transporte Aéreo) seja contemplada “a manutenção do voo diário entre Terceira e Pico e a implementação em OSP [Obrigações de Serviço Público] de voo diário entre Ponta Delgada e Pico”.
Já no verão IATA é sugerido “um ajuste nas ligações entre a Terceira e Pico, adicionando duas frequências semanais na época intermédia [a proposta é de nove] e três frequências no pico do Verão [propostas 14], promovendo aumentos significativos na rota entre Ponta Delgada e Pico quer na época intermédia, quer na época de pico”.
Em relação à ligação aérea entre a ilha do Pico e Lisboa, atualmente com seis voos semanais, é também proposto um aumento por serem “manifestamente insuficientes para a procura existente”.
“Urge, portanto, promover o aumento do número de frequências para sete semanais (voo diário com Lisboa) e, desta forma, libertar muitos lugares em voos interilhas”, é explicado.
O GAPix justifica as sugestões com o objetivo de a região “conseguir dar mais resposta à procura efetiva em rotas em crescimento como o Pico”.
“O turismo no Pico está no bom caminho, mas é necessário ajustar as acessibilidades para bem de todos (turistas e sobretudo residentes)”, lê-se.
A ilha Pico, como qualquer outra dos Açores, “precisa de uma operação aérea interilhas ajustada às suas necessidades”, é também referido.
No comunicado, o porta-voz do grupo, Bruno Rodrigues, salienta que existe “falta de coragem política para ajustar as OSP (quer interilhas, quer territoriais) à procura” do serviço aéreo.
“Não houve [coragem política] em 2021 com as OSP em vigor para os voos interilhas e o mesmo acontece com as novas OSP (2026) para os voos entre o continente e os Açores, em que nada de significativo mudou, apenas acrescentando mais uma rota entre a Terceira e Funchal”, apontou.
