Em nota de esclarecimento enviada à redação, o Governo Regional garante que “em circunstância alguma” foi afirmado que o regime transitório do transporte público pudesse atingir os 2,3 milhões de euros para assegurar a continuidade do serviço até à entrada em operação da nova concessionária.
Segundo a tutela, a resolução publicada em Jornal Oficial (n.º 57/2026, de 4 de maio) fixa em 189 mil euros o preço base para a aquisição de serviços de transporte público regular em horário diurno, durante o mês de abril de 2026.
Já um concurso público internacional, com preço base de 945 mil euros, ficou deserto, não tendo resultado em qualquer encargo para o executivo açoriano.
Relativamente ao mês de maio, foi adjudicado um novo procedimento, com possibilidade de prorrogação até outubro, pelo valor de 1,194 milhões de euros, acrescido de IVA. O serviço foi atribuído a um consórcio constituído pelas empresas Caetano, Raposo e Pereiras, Auto Viação Micaelense e Easyazores.
O Governo Regional sublinha que o custo total da prestação do serviço público de transporte coletivo de passageiros em São Miguel ascende a 1,383 milhões de euros, somando abril e o período até à entrada da nova operadora.
De salientar que,
na resposta do Governo Regional ao requerimento apresentado por
deputados do PS/Açores, que serviu de base à notícia do Açoriano
Oriental, não é referido que o concurso público internacional ficou
deserto, o que levou à soma de 2,3 milhões de euros.
