Governo cria Rede Prestige

Governo cria Rede Prestige

 

Cristina Pires   Regional   27 de Set de 2011, 08:43

 O norte-americano de origem açoriana Craig Melo, Prémio Nobel da Medicina e 2006, é um dos conselheiros da ‘Rede Prestige Azores’, que visa criar um canal de aconselhamento internacional especializado que contribua para o desenvolvimento sustentado dos Açores.

A Rede Prestige, hoje apresentada em Ponta Delgada, conta com nove conselheiros, residentes fora do arquipélago mas que se notabilizaram em áreas científicas e tecnológicas, sendo todos açorianos, descendentes de açorianos ou pessoas diretamente envolvidas com os Açores.

O projeto, que pretende também prestigiar o trabalho académico, científico e empresarial desenvolvido por açorianos em todo o mundo, funcionará com base em grupos de reflexão especializados, que serão dinamizados por entidades da administração pública regional.

“Esta rede constitui uma prova de que se pode e deve falar de inovação nos serviços públicos”, afirmou José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, na sessão de apresentação desta iniciativa.

No seu discurso, frisou que “a inovação exige transformação, exige repensar estratégias e metodologias”, acrescentando que “exige sobretudo um novo olhar e uma nova atenção às questões emergentes que decorrem dos ciclos económicos, culturais e sociais da atualidade”.

Nesse sentido, defendeu que “o esforço de reação e adaptação às novas micro e macro conjunturas é também uma preocupação que se deve estender aos decisores públicos com responsabilidades em áreas estratégicas determinantes”.

Para José Contente, a Rede Prestige assume-se como “um projeto estratégico para dar resposta a áreas igualmente estratégicas”, destacando o aprofundamento da “ligação à região que os viu nascer” dos conselheiros que integram esta rede.

“Queremos ser incisivos na afirmação global dos Açores enquanto região promotora de iniciativas originais, de desenvolvimento de projetos capazes de vincar no plano global a identidade insular”, frisou, defendendo a necessidade de “criar condições para que os Açores possam melhorar o seu desempenho na área tecnológica, tirando partido das vantagens geográficas e humanas que possui”.

No quadro desta rede de conselheiros, os serviços ou departamentos da administração pública regional dinamizarão grupos de reflexão a quem depois dirigem perguntas ou colocam problemas relacionados com a sua área de atuação.

O projeto prevê que possam ser colocadas até três perguntas por ano a cada grupo de reflexão, devendo os conselheiros responder de acordo com a sua disponibilidade.


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