Depois da apresentação do problema pelas funcionárias da Insulana, “foi constituída uma equipa de acompanhamento, liderada pelo director regional do Trabalho e integrada por três dirigentes em exercício, dois inspectores de trabalho e dois técnicos de emprego”, adiantou o executivo açoriano.
Cerca de quatro dezenas trabalhadoras da fábrica localizada na ilha de São Miguel, nos Açores, depararam-se hoje com o seu encerramento, alegadamente devido a um processo de insolvência.
Após o período de férias, “chegamos cá hoje e não havia serviço, estava a fábrica fazia e demos pela falta de três máquinas”, adiantou Carla Viveiros aos jornalistas, que trabalha na Insulana há cerca de 13 anos.
Segundo o Governo, os trabalhadores já foram recebidos individualmente, a fim de lhes ser comunicado as indemnizações, abonos e subsídios a que têm direito.
Adiantou, ainda, que a Inspecção Regional de Trabalho tentou hoje visitar a empresa e já efectuou o levantamento que permitirá o “encaminhamento do processo para o Ministério Público, já que existem indícios de actuações passíveis de serem considerados criminais”.
Graça Silva, da CGTP, garantiu que se trata de um “processo de despedimento ilícito” e, por essa razão, o sindicato vai avançar com uma providência cautelar para acautelar o património da empresa e proceder à reintegração das trabalhadoras.
“As indemnizações a pagar às trabalhadoras terão de ser com o património da empresa”, explicou a dirigente sindical, que acompanhou as funcionárias durante um protesto à porta da fábrica.
Durante a concentração não esteve presente nenhum responsável da fábrica de confecções, razão pela qual não foi possível obter, para já, esclarecimentos.
Emprego
Governo cria equipa para acompanhar trabalhadores
O Governo açoriano anunciou a criação de uma equipa para acompanhar as cerca de 40 trabalhadoras que se depararam com o encerramento da fábrica de confecções, após o regresso das férias.
Autor: Lusa / AO online
