Parlamento Europeu

Governo chinês considera Hu Jia "um criminoso"


 

Lusa/AOonline   Internacional   23 de Out de 2008, 11:59

O governo chinês considera a atribuição do Premio Sakharov 2008 ao dissidente Hu Jia "uma ingerência nos assuntos internos da China".
"Opomo-nos à ingerência nos assuntos internos de outros países a pretexto dos direitos humanos", disse esta quinta-feira um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

    Questionado sobre a eventual atribuição do Prémio Sakharov a Hu Jia - que veio a confirmar-se poucas horas depois - o mesmo porta-voz, Qin Gang, afirmou: "É um criminoso, condenado por subversão".

    A atribuição do Prémio Sakharov 2008 para a liberdade de pensamento ao dissidente chinês Hu Jia foi anunciada esta quinta-feira em Estrasburgo por dirigentes do grupo dos Verdes no Parlamento Europeu.

    Hu Jia, um dos mais conhecidos dissidentes chineses, foi condenado em Abril a três anos e meio de prisão por "incitamento à subversão do poder de Estado".

    Formado em engenharia de informação pela Escola de Economia de Pequim, Hu Jia, 35 anos, tem-se destacado pelas suas tomadas de posição a favor dos direitos políticos, do ambiente e dos doentes com Sida.

    Numa carta difundida há cerca de um ano sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, Hu Jia afirmou que na China "não há eleições, nem liberdade religiosa, tribunais independentes, sindicatos independentes".

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