Em declarações à agência Lusa, o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública adiantou que o objetivo do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) foi “assegurar que o impacto para os açorianos” do aumento dos combustíveis “fosse substancialmente inferior ao que acontece no plano nacional”.
“No plano nacional, até hoje, a gasolina sem chumbo já aumentou 24,9 cêntimos e o gasóleo simples 46,9 cêntimos. Aquilo que estamos a estimar com a redução que vamos fazer do ISP nos Açores é que os combustíveis possam subir no caso da gasolina cerca de 6,9 cêntimos e no gasóleo 12 cêntimos”, avançou.
Duarte Freitas defendeu que a redução do ISP demonstra que o Governo Regional tem “disponibilidade” e “capacidade” para “conter o aumento dos combustíveis” devido ao conflito no Médio Oriente.
“Os aumentos que os açorianos vão enfrentar no dia 1 de abril, por via da redução que o Governo dos Açores faz do ISP, serão cerca de um quarto daqueles aumentos que aconteceram a nível nacional”, comparou.
O secretário regional revelou que a redução do ISP vai custar cerca de três milhões de euros à região.
“Estimamos (…) que custe cerca de três milhões de euros aos cofres da região. É por isso que temos de ter alguma margem para momentos difíceis como este. O Governo dos Açores também demonstra a sua capacidade e vontade para estar ao lado dos açorianos”, assinalou Duarte Freitas.
Na sexta-feira, no plenário Assembleia Regional, o Governo dos Açores já tinha anunciado uma redução do ISP a partir de 1 de abril e a aplicação de um mecanismo de vigilância do custo dos bens essenciais, para evitar uma escalada nos preços.
Duarte Freitas já tinha anunciado, na quinta-feira, que a Região iria reduzir o ISP nos Açores, não chegou a revelar o valor exato dessa redução, já que a baixa ainda se encontrava a ser estudada.
Nos Açores, os preços dos combustíveis são atualizados mensalmente.
Em março, a gasolina passou a custar mais 3,7 cêntimos por litro (1,635 euros por litro) e o gasóleo mais 4,7 cêntimos (1,521 euros por litro) face ao mês anterior, segundo um despacho publicado em Jornal Oficial a 27 de fevereiro.
Os preços do petróleo têm disparado desde o início da ofensiva militar de grande escala lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, cenário que tem suscitado receios de um novo aumento da inflação e de um abrandamento da atividade económica mundial.
O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.
