Força Aérea faz policiamento aéreo nos Bálticos


 

Lusa/AO   Nacional   16 de Out de 2007, 06:04

Quatro caças F-16 da Força Aérea Portuguesa (FAP) vão fazer, de Novembro a 15 de Dezembro, o policiamento aéreo dos três Estados bálticos e ficarão instalados numa antiga base do inimigo soviético, no norte da Lituânia.
 A missão, em que participam cerca de 140 militares portugueses de Novembro a meados de Dezembro, resulta de um pedido de ajuda dos três países bálticos (ex-repúblicas da URSS) para o policiamento do seu espaço aéreo, depois de aderirem à aliança, em Março de 2004.

    Portugal será o 12.º país da aliança a fazer esta missão na região, fronteira com a Rússia, e poderá voltar a fazê-lo no futuro dado que os três países anunciaram não ter condições de constituir uma força aérea até 2018.

    Segundo as regras de empenhamento, as duas tripulações dos F-16 portugueses passam a estar em alerta de reacção rápida (Quick Reaction Alert) 24 horas por dia, sete dias durante as seis semanas de missão, de 01 de Novembro a 15 de Dezembro.

    A Força Aérea Portuguesa adianta que o objectivo da "Baltics Air Policing 07" é "assegurar a soberania dos espaços aéreos da Estónia, Letónia e Lituânia, através de missões de 'policiamento aéreo', de forma a obter e manter a integridade do espaço aéreo aliado".

    Durante a missão de policiamento da Espanha, em 2006, por exemplo, os Mirage F1 fizeram, em média, duas missões por dia, num total de mais de 100.

    Os quatro F-16 vão substituir na missão os MiG 21, de fabrico soviético, da força aérea da Roménia.

    Os cerca de 140 militares portugueses estarão divididos entre a estação de vigilância radar de Karmevala e na base aérea de Zokniai, nos arredores da cidade lituana de Siauliai.

    A base aérea de Zokniai, nos arredores da cidade lituana de Siauliai, a norte da capital, Vilnius, foi uma das principais das forças soviéticas na região dos bálticos durante a Guerra Fria, mas foi abandonada em 1993, após o fim da União Soviética.

    Numa mensagem publicada no "site" do Estado-Maior da Força Aérea (EMFA) dedicado à missão, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Valença Pinto, classifica esta missão como um "desafio significativo" e um contributo "para a estabilidade e a segurança internacionais".

    "Esta missão de policiamento e vigilância do espaço aéreo dos países bálticos, com meios aéreos da Força Aérea Portuguesa, constitui uma primeira projecção de força de aeronaves F-16 em território do Norte da Europa e um desafio significativo para esta força nacional destacada, que permanecerá na Lituânia durante seis semanas", defende o general Valença Pinto.

    Pela primeira vez, um ramo da Forças Armadas, a Força Aérea, criou um "site" dedicado uma missão no estrangeiro (https://www.emfa.pt/baltics/) em que, além de informação sobre as forças no terreno e objectivos do destacamento, é possível enviar "e-mails" para os militares deslocados.

    Na quarta-feira, o Presidente da República, Cavaco Silva, visita a Base de Monte Real para conhecer a missão de policiamento aéreo da Força Aérea na Estónia, Letónia e Lituânia, entre Novembro e meados de Dezembro.

    O Presidente da República, por inerência Comandante Supremo das Forças Armadas, será acompanhado, na visita pelo secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, general Valença Pinto, e do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Luís Araújo.
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